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O Banco Central (BC) aprovou uma nova norma que promete apertar o cerco contra as fraudes no sistema financeiro — e o alvo principal é o Pix, meio de pagamento mais popular do país. A decisão já está valendo, mas os bancos, fintechs e demais instituições financeiras têm até 13 de outubro de 2025 para se adaptar. Até lá, ajustes tecnológicos e operacionais precisam estar prontos para que a regra seja cumprida sem exceções.

A decisão foi tomada diante do crescimento acelerado dos crimes digitais e, segundo o BC, vale não só para o Pix, mas também para qualquer forma de pagamento — TED, DOC, boletos ou cartões.

O que muda para os clientes que usam Pix

A regra determina que, sempre que houver indícios sólidos de fraude, a transferência será barrada. O processo não ficará no “achismo”: os bancos terão que cruzar informações em bases de dados públicas e privadas, além de usar sistemas eletrônicos de monitoramento.

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E não para por aí: o cliente dono da conta suspeita deverá ser informado do bloqueio ou rejeição. Ou seja, o banco não poderá agir sem prestar contas ao usuário, garantindo transparência.

Em outras palavras: o sistema será mais rigoroso, mas também mais claro para quem está do outro lado da tela.

Blindagem do Pix contra o crime organizado

Essa medida não surgiu do nada. Ela faz parte de um pacote que inclui o fortalecimento do Mecanismo Especial de Devolução — uma ferramenta criada para devolver dinheiro a vítimas de golpes.

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O delegado de polícia de São Paulo, André Santos Pereira, explicou que a iniciativa é uma resposta ao avanço das quadrilhas digitais:

“Os golpes aumentaram 408% no Brasil entre 2018 e 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A iniciativa do Banco Central ajuda a blindar o sistema contra organizações criminosas”, disse.

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Para ele, a decisão é um alívio diante de um cenário considerado “desafiador”, mas necessário para evitar que criminosos continuem explorando brechas do sistema.

O Pix ainda é seguro?

A pergunta que muita gente se faz é: afinal, usar Pix continua sendo seguro?

A resposta é sim. O delegado enfatiza que o problema não está no sistema em si, mas na engenharia social usada por golpistas. Eles inventam histórias, criam links falsos e pressionam a vítima para que transfira dinheiro rapidamente.

O recado é claro: desconfie sempre. Nenhuma instituição séria vai pedir dados pessoais ou pressionar para que uma transferência seja feita às pressas.

Como o usuário pode se proteger

Além das regras do BC, especialistas orientam medidas práticas que fazem toda a diferença no dia a dia.

  • Desconfie de links suspeitos. Não clique em mensagens que chegam de desconhecidos.
  • Use um celular exclusivo para transações. Muita gente já adota esse hábito como forma de proteção.
  • Ative a autenticação em dois fatores. Isso complica a vida dos golpistas.
  • Acompanhe seus extratos. Quanto mais cedo identificar movimentações estranhas, maior a chance de resolver rápido.
  • Não ceda à pressão. Se alguém pede transferência “imediata”, desconfie na hora.

Em resumo: tecnologia ajuda, mas a atenção do usuário é indispensável.

O papel da polícia e da Justiça

Se de um lado os bancos ganham novas responsabilidades, do outro a polícia também se reorganiza. Em São Paulo, por exemplo, setores específicos já atuam exclusivamente no combate a crimes digitais.

O delegado André Santos Pereira explicou que há um esforço para aprovar projetos de lei que permitam bloqueio imediato de transações suspeitas. Nesse modelo, a polícia agiria primeiro, submetendo a decisão ao Judiciário em até 48 horas.

O objetivo é simples: recuperar o dinheiro antes que ele desapareça nas mãos de criminosos.

Resumo:

  • A decisão do Banco Central de rejeitar transações suspeitas não vai acabar com todos os golpes, mas representa um avanço importante.
  • Com mais filtros nos sistemas bancários, notificações obrigatórias e mecanismos de devolução, o Brasil dá um passo a mais na proteção dos usuários.

Importante: Em outubro, quando a regra passar a valer plenamente, o usuário terá mais uma camada de segurança para seguir usando o Pix com tranquilidade.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.