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Um telefonema e quase R$ 10 mil desaparecem da conta. Foi assim que um aposentado de 68 anos entrou para a lista de vítimas de um novo golpe que tem como alvo beneficiários do INSS.

O caso aconteceu na última quarta-feira, dia 30: os criminosos mudam o discurso, mas o método segue o mesmo, explorar a confiança dos beneficiários.

Como funciona o golpe do falso benefício do INSS

De acordo com o boletim de ocorrência, tudo começou cerca de dez dias antes. O aposentado recebeu uma ligação. Do outro lado, alguém se apresentou como atendente do INSS e informou a liberação de um suposto benefício de R$ 7.500.

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O contato parecia convincente. O golpista ainda disse que voltaria a ligar no dia do pagamento mensal, quando o valor estaria disponível junto com o décimo terceiro. A promessa criou expectativa.

Dias depois, o esquema avançou. O idoso começou a receber mensagens pelo WhatsApp, de um número com DDD 11. O criminoso reforçou a informação e manteve o contato ativo, estratégia comum para ganhar confiança.

Na manhã do dia 30, veio a ligação decisiva. Outro número entrou em cena. Durante a conversa, o golpista pediu que o aposentado acessasse a conta da Caixa Econômica Federal. Em seguida, orientou uma série de procedimentos e solicitou dados pessoais e bancários.

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Transferência via Pix e prejuízo imediato

O aposentado seguiu as instruções. Logo depois, percebeu que o dinheiro prometido não apareceu. Ao conferir a conta, veio a surpresa: uma transferência via Pix, no valor de R$ 1.720, havia sido feita para uma pessoa desconhecida.

Esse valor correspondia ao benefício recém-recebido. Ou seja, o prejuízo foi direto e imediato.

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Sem perder tempo, a vítima procurou uma agência bancária. Lá, registrou a contestação da transação e relatou o ocorrido.

Alerta para aposentados e pensionistas do INSS

O caso em questão aconteceu na cidade de São Carlos, no interior paulista, mas já atinge cidades em todo o Brasil e serve de alerta para todos os aposentados do INSS.

Criminosos usam dados básicos, falam com segurança e criam um cenário que parece legítimo.

Por isso, atenção redobrada. O INSS não solicita dados bancários por telefone ou WhatsApp, nem pede transferências para liberação de benefícios.

  • Desconfie de promessas de valores inesperados.
  • Evite compartilhar informações pessoais.
  • E, ao menor sinal de dúvida, procure diretamente o banco ou os canais oficiais do INSS.

Um cuidado simples pode evitar um prejuízo grande.

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