PUBLICIDADE

Por muito tempo, a planta bálsamo-do-himalaia (Impatiens glandulifera) enfeitou jardins e parques com suas flores rosadas. Crescia rápido, se espalhava fácil e parecia um presente da natureza. Só que, aos poucos, esse charme começou a mostrar um lado nada bonito.

A partir de 5 de agosto de 2025, a União Europeia decidiu dar um basta: o cultivo, a venda e até a posse da planta estão proibidos. O motivo? O risco que ela representa.

O impacto para jardineiros

Com a nova regra, a vida de quem cultiva plantas mudou bastante:

PUBLICIDADE
  • Lojas e viveiros não podem vender a espécie.
  • Estoques precisam ser destruídos.
  • Quem insistir em cultivar pode ser multado.

Isso mexe tanto com jardineiros amadores quanto com profissionais. Afinal, o bálsamo estava presente em muitos catálogos e projetos paisagísticos.

Por que a planta foi banida?

O que parecia qualidade acabou virando ameaça. O bálsamo domina o espaço, consome água, rouba luz e não dá chance para outras plantas. O resultado é preocupante:

  • Ela sufoca espécies nativas e elimina a diversidade.
  • Monoculturas se formam, empobrecendo o solo.
  • Insetos e pássaros perdem alimento, quebrando o equilíbrio natural.

Pesquisadores já alertavam há anos. Em rios, brejos e até florestas, a planta tomou conta, afastou espécies locais e bagunçou ecossistemas inteiros.

PUBLICIDADE

Como ela se espalha tão rápido?

Aqui está o grande segredo: suas sementes viajam sozinhas. Com a chuva ou até uma simples rajada de vento, elas se lançam a metros de distância. Em poucas semanas, áreas verdes inteiras ficam cobertas por um tapete de flores cor-de-rosa.

Para quem gosta de jardinagem, o aviso é claro: quando só sobra bálsamo e as outras plantas desaparecem, o equilíbrio já foi perdido.

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

O que plantar no lugar?

Mas calma, o fim do bálsamo não significa jardim sem cor. Existem muitas opções seguras, bonitas e que ainda ajudam o meio ambiente. Veja algumas:

  • Lavanda – além do perfume, atrai abelhas e é super resistente.
  • Margarida – simples de cuidar, enche canteiros de vida e borboletas.
  • Sálvia – floresce por muito tempo e é ótima para polinizadores.
  • Espécies nativas – adaptadas ao solo e ao clima, mantêm o equilíbrio natural.

Com essas escolhas, o jardim continua vibrante e, de quebra, colabora para a preservação da biodiversidade.

Uma decisão para proteger a natureza

A proibição do bálsamo-do-himalaia faz parte da estratégia europeia de combate às espécies invasoras. Não será tarefa fácil: retirar uma planta tão resistente exige fiscalização e, principalmente, conscientização.

Mesmo assim, a medida é vista como essencial. Cuidar da biodiversidade significa proteger rios, florestas e a vida de diferentes espécies. Além disso, reforça um recado importante: beleza não pode estar acima da preservação.

Resumo: O que antes era símbolo de exuberância agora serve como alerta. O bálsamo-do-himalaia mostra que até uma flor encantadora pode virar ameaça quando cresce sem limites.

Compartilhar.
Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.