O fluxo de compras internacionais cresce a cada fim de ano, e junto dele surge um velho problema que ganhou nova força. Os Correios divulgaram um alerta para consumidores que fazem pedidos em plataformas como Shein, AliExpress, Temu e Shopee.
A estatal identificou um avanço de golpes que usam o nome da empresa para enganar quem espera uma encomenda. Segundo os Correios, criminosos criaram uma estratégia que mistura pressa, desinformação e páginas falsas que roubam o CPF, endereço, dados do cartão e dinheiro.
Como o golpe acontece
O objetivo principal dos golpitas que atuam em todo o Brasil é cobrar taxas inexistentes e capturar dados pessoais.
Os criminosos começaram a circular mensagens. Elas chegam por SMS, WhatsApp ou e-mail e informam que o pacote do consumidor estaria parado na alfândega. Em muitos casos, a mensagem cobra uma taxa específica, de R$ 50 e R$150 rerais, para liberar a entrega.
O golpe segue alguns passos que confundem até consumidores experientes:
- A mensagem usa títulos como “Sua encomenda está parada em nosso centro de distribuição”, criando a sensação de que algo realmente deu errado.
- O texto traz um link que leva para páginas falsas, como a “consultancomenda.com”, que copia a aparência do site oficial dos Correios.
- Os golpistas pedem pagamento via Pix ou QR Code e ainda impõem prazos curtos para pressionar a vítima.
- Em alguns casos, os criminosos exibem dados verdadeiros da pessoa para reforçar a mentira.
E o prejuízo não se resume ao valor pago. Quem digita informações como CPF, endereço ou dados do cartão entrega a criminosos tudo o que eles precisam para aplicar novos golpes.
Como se proteger
A prevenção começa pelo básico. Se você recebeu uma cobrança inesperada, pergunte-se: essa taxa faz sentido?
Para evitar problemas, especialistas e os próprios Correios recomendam:
- Não clicar em links recebidos por mensagens, mesmo quando parecem confiáveis.
- Consultar apenas canais oficiais, como o site dos Correios, na área “Minhas Importações”, ou o aplicativo oficial.
- Conferir o remetente, já que e-mails legítimos usam o domínio @correios.com.br.
- Desconfiar de urgência, porque golpistas criam pressão para impedir que a vítima pare e verifique as informações.
O fim de ano aumenta o volume de compras, e golpistas sabem disso. Por isso, atenção redobrada pode evitar dores de cabeça e impedir que dados valiosos caiam em mãos erradas.





