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Nos últimos meses, muitos brasileiros têm percebido um aumento inesperado na conta de luz, mesmo sem mudanças aparentes na rotina de consumo. Essa surpresa no orçamento familiar levanta uma pergunta importante: será que existem aparelhos dentro de casa que estão consumindo mais energia do que imaginamos? A resposta é sim — e boa parte deles age de forma silenciosa, sem que o consumidor perceba.

Para entender como reduzir custos e evitar sustos no fim do mês, vale identificar quais equipamentos podem ser os verdadeiros vilões escondidos do consumo de energia elétrica e o que fazer, na prática, para cortar desperdícios sem abrir mão do conforto.

Máquina de lavar, secadora e ferro de passar

Máquinas de lavar e secadoras gastam bastante durante os ciclos, e o ferro de passar tem potência elevada. Lavar poucas peças muitas vezes ou passar roupas em dias diferentes multiplica o tempo total de funcionamento e o custo associado.

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Como agir: junte roupas para ciclos completos (sem exceder o limite do tambor), ajuste o nível de água ao volume, priorize programas econômicos e, no ferro, faça sessões únicas, começando por tecidos que exigem menos temperatura.

Ar-condicionado: conforto que pesa no bolso

Indispensável em dias quentes, o ar-condicionado está entre os campeões de consumo, sobretudo quando opera por muitas horas com temperaturas muito baixas. Filtros sujos e manutenção atrasada elevam ainda mais o gasto, porque o equipamento precisa trabalhar mais para entregar o mesmo resultado.

Como agir: mantenha a temperatura entre 23 °C e 24 °C, limpe os filtros mensalmente, feche portas e janelas durante o uso e considere modelos com tecnologia inverter, que ajustam a potência de forma contínua e tendem a consumir menos ao longo do dia.

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Geladeira: consumo constante, atenção redobrada

Ligada 24 horas por dia, a geladeira tem impacto grande na conta. Abrir a porta o tempo todo, guardar alimentos ainda quentes e permitir o acúmulo de gelo aumentam o consumo. Borrachas de vedação ressecadas também deixam o frio escapar e obrigam o compressor a trabalhar mais.

Como agir: organize o interior para abrir a porta por menos tempo, verifique a borracha de vedação regularmente, descongele quando necessário e mantenha espaço para ventilação na parte traseira. Se possível, troque modelos antigos por versões com melhor eficiência (olhe o Selo Procel/INMETRO).

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Chuveiro elétrico: o banho que encarece a fatura

O chuveiro elétrico concentra potência alta e, no inverno, muitos lares usam a posição “quente” por mais tempo. O resultado aparece direto na fatura, especialmente em residências com muitos banhos diários e duchas prolongadas.

Como agir: reduza o tempo de banho, use a posição “morno” sempre que der e, se for viável, avalie alternativas como aquecimento a gás ou aquecedor solar. Trocar a resistência ao primeiro sinal de desgaste também evita perdas de eficiência.

Computadores, monitores e roteadores

Com o home office, computadores e monitores ficam ligados por longos períodos. Sem ajustes de economia, o consumo dispara. Roteadores e repetidores, por sua vez, funcionam 24/7 — e modelos antigos podem ser menos eficientes.

Como agir: ative os modos de economia de energia, reduza o brilho do monitor, configure suspensão automática e desligue totalmente o equipamento ao fim do uso. Avalie atualizar roteadores antigos para versões mais eficientes e com temporização de Wi-Fi em horários de pouco uso.

Iluminação e “pequenos” que somam

Lâmpadas halógenas e fluorescentes antigas consomem mais do que as de LED. Além disso, pequenos eletroportáteis (cafeteiras que mantêm aquecimento, purificadores, fornos elétricos, aquecedores portáteis) podem, juntos, representar um peso significativo.

Como agir: migre para LED, aproveite iluminação natural, use sensores de presença em áreas de passagem e desligue funções de “aquecimento contínuo” quando não forem realmente necessárias.

Os aparelhos com stand-by

Mesmo “desligados”, muitos eletrônicos continuam gastando energia quando permanecem conectados à tomada. Televisores, videogames, micro-ondas com relógio digital, caixas de som, decodificadores e carregadores de celular são exemplos clássicos. Esse consumo silencioso, conhecido como “carga fantasma”, pode somar uma fatia relevante da fatura ao fim do mês.

Como agir: desconecte o que não estiver em uso, utilize filtros de linha com botão liga/desliga e prefira tomadas inteligentes que programam horários de funcionamento. Em escritórios domésticos, desligar totalmente periféricos ao encerrar o expediente ajuda bastante.

Como descobrir seus vilões e cortar desperdícios

  • Use medidores de tomada: identificam, na hora, quanto cada aparelho consome.
  • Priorize eficiência: escolha produtos com bom nível no Selo Procel/INMETRO.
  • Revise instalações: fios antigos, emendas malfeitas e extensões sobrecarregadas geram perdas e riscos.
  • Crie rotinas: desconectar em blocos (TV + videogame + soundbar) e programar horários reduz o consumo fantasma.
  • Ajuste hábitos: banhos mais curtos, menos “abre e fecha” da geladeira e ciclos de lavagem otimizados fazem diferença.

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Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.