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O número é preocupante: a cada ano, o AVC atinge cerca de 400 mil pessoas aqui no Brasil. É um dado oficial, do próprio Ministério da Saúde. O alerta não poderia ser mais sério: essa é uma condição que não escolhe hora nem idade. Embora seja mais comum com o passar dos anos, pode atingir qualquer pessoa, em diferentes momentos da vida.

O que é AVC? Pense no cérebro como um motor que precisa de combustível constante. Esse “combustível” é o sangue. O AVC acontece quando esse fluxo é interrompido de repente — seja porque um vaso entupiu ou porque uma artéria se rompeu. O impacto pode ser devastador: desde sequelas que mudam a rotina de uma pessoa para sempre até casos em que a vida é interrompida.

E aqui entra um ponto fundamental: nossos hábitos diários. A pressão alta sem controle, o tabagismo, o sedentarismo e até a forma como nos alimentamos têm um peso enorme nessa história. São escolhas que, no dia a dia, podem tanto aumentar os riscos quanto ajudar a afastá-los.

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Estudo identifica 3 bebidas que elevam o risco de AVC

Um estudo recente, chamado Interstroke, analisou os hábitos de 27 milhões de pessoas em 27 países para entender melhor como as bebidas que consumimos podem impactar a saúde do cérebro. O estudo acendeu um alerta para três tipos de bebidas que são verdadeiros gatilhos para um AVC.

  • No caso dos refrigerantes, o perigo é duplo. Tanto os adoçados com açúcar quanto os que levam adoçantes artificiais podem elevar em até 22% as chances de um AVC isquêmico — aquele que ocorre quando um coágulo interrompe a circulação de sangue em uma região do cérebro.
  • Suco de fruta industrializado: Rico em açúcares adicionados, pode elevar o risco em até 37%. A recomendação dos especialistas é priorizar sucos naturais ou a própria fruta in natura.
  • Café em excesso: Consumir mais de quatro xícaras por dia também eleva o risco em 37%. O problema não é o café em si, mas o abuso na quantidade.
    A importância da hidratação

Se, por um lado, o consumo exagerado dessas bebidas pode prejudicar a saúde, por outro, a água se mostra uma aliada essencial. O estudo reforça que manter a hidratação adequada — cerca de sete copos por dia — contribui para reduzir o risco de AVC.

Resumo

Sabe aquele cafezinho extra para espantar o sono, o refrigerante bem gelado no almoço ou até o suco de caixinha que parece inocente? Pois é, um estudo de grande porte chamado Interstroke trouxe um alerta importante sobre esses costumes. A pesquisa revelou que eles podem aumentar consideravelmente as chances de um derrame.

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Mas calma, não precisa se desesperar. A boa notícia é que a prevenção está ao nosso alcance e é mais simples do que parece. Incluir mais água na rotina e ajustar alguns hábitos do dia a dia já são medidas poderosas para proteger o cérebro.

Fonte: Estudo Interstroke, publicado no International Journal of Stroke.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.