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A relação entre alimentação e saúde cerebral vem ganhando cada vez mais atenção da ciência. Pesquisas recentes indicam que o que vai ao prato diariamente pode influenciar diretamente a memória, a concentração e até o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

Entre elas, a doença de Alzheimer segue no centro das discussões médicas. Ainda não existe cura definitiva. Mesmo assim, especialistas apontam que hábitos de vida, principalmente a alimentação, podem ajudar a reduzir fatores associados ao declínio cognitivo ao longo do tempo.

Diversos estudos já mostraram que certos alimentos favorecem processos inflamatórios no organismo. Quando essa inflamação se torna frequente, o cérebro também sente os efeitos, o que pode comprometer funções cognitivas importantes.

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A psiquiatra nutricional Uma Naidoo, especialista da Universidade de Harvard e autora do livro This Is Your Brain on Food, analisa com frequência a ligação entre dieta e funcionamento cerebral. Segundo a pesquisadora, alguns alimentos bastante comuns na rotina alimentar podem prejudicar o cérebro quando consumidos em excesso.

Veja abaixo cinco deles que merecem atenção.

1. Açúcares adicionados

O consumo elevado de açúcares adicionados aparece com frequência em estudos sobre saúde metabólica e também em pesquisas ligadas ao funcionamento do cérebro.

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Refrigerantes, cereais açucarados, molhos industrializados e até salgadinhos rotulados como “baixo teor de gordura” muitas vezes escondem grandes quantidades de açúcar na composição.

Quando esse consumo se mantém por longos períodos, a inflamação no organismo tende a aumentar. Esse processo também alcança o cérebro e pode contribuir para déficits neurocognitivos na fase adulta.

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Por isso, especialistas sugerem priorizar opções como grãos integrais. Alimentos como aveia, espelta e cevada liberam energia de forma mais gradual e evitam picos de glicose no sangue.

2. Carboidratos refinados

Pães brancos, massas feitas com farinha refinada e alimentos fritos à base de batata entram nesse grupo.

Mesmo sem gosto doce, o organismo transforma esses carboidratos rapidamente em glicose. O efeito no metabolismo acaba semelhante ao provocado pelo consumo elevado de açúcar.

Isso não significa retirar esses alimentos completamente da dieta. A orientação mais comum entre nutricionistas envolve reduzir a frequência e dar preferência às versões integrais, que preservam fibras e nutrientes importantes.

3. Consumo excessivo de álcool

O impacto do álcool na saúde já está bem documentado. No campo neurológico, diversos estudos associam o consumo elevado de etanol ao aumento do risco de declínio cognitivo.

Pesquisadores também observam ligação entre o uso prolongado de álcool e o surgimento de demência e doença de Alzheimer, principalmente quando o consumo ocorre de forma frequente ao longo de muitos anos.

Por isso, médicos costumam recomendar moderação. Em alguns casos, a redução significativa do consumo já representa um passo importante para proteger o cérebro.

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5 alimentos que você deve evitar porque podem aumentar o risco de Alzheimer – Créditos: (Reprodução/N1N)

4. Alimentos fritos ou empanados

Frituras fazem parte de muitas dietas modernas, principalmente em refeições rápidas. O problema está na grande quantidade de gorduras pouco saudáveis presentes nesses alimentos.

Um estudo que analisou mais de 18 mil pessoas identificou que indivíduos que consumiam frituras com frequência apresentavam níveis maiores de inflamação no organismo.

Esse quadro não afeta apenas o coração. O cérebro também pode sofrer consequências ao longo do tempo.

Para reduzir esse risco, especialistas recomendam métodos de preparo mais leves:

  • cozinhar no vapor
  • assar no forno
  • grelhar os alimentos

Essas técnicas mantêm o sabor e diminuem a quantidade de gordura na refeição.

5. Carnes processadas com nitratos

Produtos como salsicha, presunto, bacon, salame e outros embutidos costumam conter nitratos e nitritos. A indústria usa esses conservantes para melhorar a cor e aumentar o tempo de validade.

Apesar da praticidade, o consumo frequente desses alimentos levanta preocupações entre pesquisadores.

Estudos indicam que os conservantes podem alterar a microbiota intestinal, conjunto de bactérias que vive no sistema digestivo e exerce influência sobre várias funções do organismo, inclusive o cérebro.

Alterações nesse equilíbrio podem aumentar o risco de problemas de saúde, incluindo alterações de humor e comprometimento cognitivo.

Diante desse cenário, especialistas sugerem limitar a ingestão de carnes processadas e priorizar alimentos frescos e menos industrializados no dia a dia.

Pequenas mudanças na alimentação, feitas de forma consistente, podem ajudar a proteger a saúde do cérebro ao longo dos anos.

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Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.