PUBLICIDADE

Quem circula pelos shoppings de Salvador sabe o quanto o estacionamento pode pesar no orçamento. E esse incômodo pode estar com os dias contados, pelo menos para quem consome nas lojas.  Hoje, o preço para estacionar varia entre R$ 9 e R$ 14, a depender do shopping. Para muita gente, esse valor acaba desestimulando a visita e até mesmo limitando o tempo de permanência nos estabelecimentos. Com a proposta, a lógica muda: quem compra, estaciona sem pagar.

Um projeto de lei apresentado pelo vereador Randerson Leal (Podemos) quer garantir gratuidade no estacionamento para clientes que apresentarem comprovantes de compra com valor igual ou superior a cinco vezes o custo da tarifa.

Proposta mira equilíbrio entre consumidores e centros comerciais

O projeto tenta corrigir o que muitos veem como uma distorção. Afinal, o consumidor entra, compra, movimenta o comércio e, no fim, ainda precisa pagar para sair. Para o autor da proposta, falta equilíbrio nessa relação. Ele quer abrir espaço para que os frequentadores tenham um retorno concreto pelo dinheiro que deixam ali.

PUBLICIDADE

O texto já está em tramitação e, nos bastidores da Câmara Municipal, o vereador articula apoio para que o tema avance. O plano inclui ouvir os lojistas, os administradores dos shoppings e, claro, os próprios consumidores. A intenção é construir um caminho que respeite todos os lados e funcione na prática.

Funcionários dos shoppings também podem ter estacionamento gratuito

A movimentação política não para por aí. Um segundo projeto, dessa vez apresentado por Jorge Araújo (PP), foca nos funcionários dos shoppings. A proposta pretende liberar os trabalhadores da tarifa, reconhecendo a frequência diária e o peso que isso representa no fim do mês.

O vereador destaca que qualquer mudança precisa passar por uma análise técnica, que leve em conta os impactos financeiros e jurídicos. Mesmo assim, a sinalização mostra que a discussão sobre a cobrança nos estacionamentos ganha força em diferentes frentes dentro do Legislativo soteropolitano.

PUBLICIDADE

Desde 2015, cobrança gera insatisfação entre os frequentadores

A autorização para que os shoppings cobrassem pelo uso das vagas veio em 2015, após um Termo de Acordo e Compromisso firmado com a prefeitura. Desde então, os relatos de insatisfação só aumentaram. Muitos consumidores reclamam dos valores praticados e da falta de contrapartida, especialmente quando os serviços oferecidos não justificam o preço.

Agora, com os dois projetos em discussão, a cidade volta a olhar para esse tema com mais atenção. A possibilidade de ligar o benefício da gratuidade ao consumo no local pode funcionar como estímulo ao comércio, além de melhorar a experiência do público que já convive com tantos custos extras no dia a dia.

WhatsApp Receba no WhatsApp as principais notícias
Entre no grupo

Se aprovado, o projeto não apenas facilita a vida dos consumidores, como também pode transformar a relação da cidade com seus centros de compras. A expectativa cresce, e a pressão sobre os shoppings tende a aumentar nos próximos meses.

Compartilhar.
Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.