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A Polícia Civil localizou e prendeu, em São Paulo, os dois homens apontados como responsáveis pela morte de Ruan Silva Santos, de 21 anos, morador de Camaçari. A captura ocorreu depois que as equipes de investigação reuniram indícios que ligam a dupla ao crime. Um deles, segundo os investigadores, também é de Camaçari e teria viajado para cometer o crime.

Como tudo aconteceu

Ruan havia viajado de Camaçari para Goiás no fim de outubro para trabalhar. Depois de um dia comum de serviço, ele desceu de um carro por aplicativo, em frente ao hotel onde estava hospedado, na Avenida Brasil Sul, no bairro Vila Jussara. Foi nesse momento que dois homens armados se aproximaram e o mataram ali mesmo, diante do estabelecimento.

A polícia já sabia que Ruan vinha recebendo ameaças desde o assassinato do irmão dele, na região do Phoc, em Camaçari. Agora, os investigadores tentam entender se os dois crimes fazem parte do mesmo enredo violento.

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Detalhes do crime

Ruan morava no bairro Phoc III e foi morto com um tiro na cabeça nas proximidades do viaduto da Avenida Brasil Sul, perto da Rua Amazílio Lino, área central de Anápolis. Ele havia acabado de chegar ao hotel quando um Voyage prata encostou e um dos ocupantes atirou.

Segundo o delegado Cleiton Lobo, que conduz o caso, não há qualquer indício de que a vítima tivesse conflitos na cidade. Para ele, tudo aponta para uma motivação que veio de fora, reforçando a linha de investigação que já vinha sendo levantada.

A ação policial e prisões

A prisão dos suspeitos aconteceu em menos de 24 horas, graças a uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás, a Polícia Militar de Goiás e a Polícia Rodoviária Federal, com apoio de equipes paulistas.

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As forças de segurança descobriram que os dois homens fazem parte de uma facção criminosa e estavam vivendo no Rio de Janeiro. A apuração mostra que eles deixaram o estado no dia 18 de novembro, com um único objetivo: executar Ruan.

Depois do homicídio, os suspeitos tentaram voltar para o Rio, mas não conseguiram despistar o cerco. As equipes de inteligência monitoraram todo o trajeto, desde Goiás até São Paulo, onde a Polícia Militar paulista conseguiu interceptá-los e prendê-los em flagrante. Eles foram apresentados imediatamente à Polícia Civil do estado.

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O papel das investigações

O avanço rápido do caso só foi possível porque o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis cruzou, logo no início das diligências, informações enviadas pela 4ª Delegacia de Homicídios (DH) de Camaçari. Esse compartilhamento revelou que os autores do crime integram uma facção aliada ao PCC e que, apesar de serem originalmente da Bahia, estavam instalados no Rio.

Com todas as evidências reunidas, a polícia pediu ao Judiciário a prisão temporária dos envolvidos. Eles agora permanecem à disposição da Justiça.

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