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O governo federal autorizou a construção de mais de mil novas moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida. A medida saiu do papel após aval do Ministério das Cidades e alcança municípios de cinco estados, com impacto direto na política habitacional do país. A iniciativa amplia o acesso à moradia popular e reforça os investimentos públicos previstos até 2026.

Ao todo, o programa vai contratar 1.009 unidades habitacionais, distribuídas entre cidades do Nordeste, Sul e Sudeste. A expectativa é atender famílias de baixa renda que já aguardam há anos por uma solução definitiva de moradia.

Municípios contemplados nesta etapa

As novas contratações do Minha Casa Minha Vida atendem cidades específicas em cada estado. A divisão das unidades ficou assim:

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  • Teresina (PI), 576 moradias
  • Camaçari (BA), 160 moradias
  • Paraibano (MA), 50 moradias
  • Florianópolis (SC), 103 moradias
  • Charqueadas (RS), 120 moradias

Segundo o Ministério das Cidades, a escolha dos municípios considerou demanda habitacional, capacidade de execução e adequação aos critérios do programa. A chegada dessas unidades tende a aliviar o déficit habitacional local e movimentar o setor da construção civil.

Como funcionam os subsídios e os recursos públicos

As moradias contam com subsídio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Para casas, os valores variam entre R$ 140 mil e R$ 170 mil. Já os apartamentos terão teto entre R$ 143,5 mil e R$ 180,5 mil, conforme o projeto.

Esses recursos integram a estratégia federal de fortalecer a habitação social até 2026. O edital exige que prefeituras e construtoras cumpram todas as regras do Minha Casa Minha Vida e comprovem domínio técnico sobre os critérios do programa.

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Prazo para início das obras

Os proponentes têm até 120 dias para resolver pendências técnicas, regularizar documentação e assinar contrato com a instituição financeira responsável. O objetivo é acelerar o início das obras e reduzir atrasos comuns em empreendimentos desse porte.

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Esse prazo vale tanto para os municípios quanto para as empresas responsáveis pelos projetos.

Meta nacional até 2026

O Minha Casa Minha Vida pisou no acelerador em 2024 e fechou o ano com 698 mil moradias contratadas, superando o que a própria equipe do governo esperava. Mas a real novidade está no que vem por aí: são R$ 180 bilhões reservados para 2025 e a estreia da Faixa 4.

Essa mudança é um divisor de águas porque foca em quem ganha até R$ 12 mil mensais. Ou seja, aquela parcela da população com renda entre R$ 8.600,01 e R$ 12 mil, que antes ficava num “limbo” habitacional, agora entra no jogo. As condições são bem diretas:

  • Juros de 10,5% ao ano;
  • Até 420 meses para pagar;
  • Imóveis que podem chegar a R$ 500 mil.

Com esse movimento, o governo quer bater a marca de 3 milhões de unidades até o fim de 2026. A ideia é simples: diversificar o público para garantir que o programa não fique restrito a apenas um perfil de família.

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Emerson Igor

Emerson Igor é estudante de Jornalismo, com dedicação à produção de conteúdos informativos e análise crítica dos fatos, sempre buscando transmitir notícias de forma clara, objetiva e responsável.