A Justiça realiza nesta terça-feira (16), a partir das 8h30, em Camaçari, o julgamento de Denis Moreira. Ele responde à acusação do Ministério Público de ter mandado matar o empresário Anderson Silva Santiago, conhecido como Andrinho. O crime aconteceu em 25 de julho de 2022 e provocou forte repercussão em toda a cidade.
Segundo as investigações, três pessoas estavam no carro usado no dia do assassinato. Denis, apontado como mandante, Manuel, identificado como autor dos disparos e que continua foragido, e um terceiro homem, motorista do veículo. Denis afirma que esse motorista se chamava Perivaldo, mas a polícia nunca conseguiu identificá-lo. O grupo seguiu até o escritório da vítima, no bairro Gleba B, e ficou à espera de sua chegada.
Quando Anderson Santiago chegou ao local, acompanhado da esposa, os tiros começaram imediatamente. Não houve conversa, discussão ou qualquer tentativa de negociação. A defesa sustenta que Denis teria ido ao local apenas para tratar de uma suposta dívida e que não sabia que Manuel estava armado. O Ministério Público rejeita essa versão. Para a acusação, a dinâmica do crime indica uma execução planejada.
Família do empresário se pronuncia em Camaçari
Em entrevista ao portal Bahia No Ar, a viúva do empresário, que presenciou o ataque, contou que o casal se atrasou naquele dia porque Anderson estava em uma obra e havia participado de uma reunião com pedreiros. Antes de seguir para o escritório, ela chegou a ir sozinha ao local para buscar ferramentas. Ao estacionar, percebeu que Denis se abaixou ao notar que Anderson não estava no carro. “Se eu tivesse visto o rosto dele naquele momento, teria reconhecido”, relatou.
Denis nega que estivesse tentando se esconder. Ele afirma que apenas se abaixou para amarrar o cadarço do sapato. Essa explicação, no entanto, não convenceu os investigadores. De acordo com o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público, o conjunto de provas contradiz a versão apresentada pela defesa.
Para a acusação, os indícios mostram que o crime foi premeditado, que Denis levou o executor até o local e que o objetivo era matar Anderson Santiago. No Tribunal do Júri, jurados vão analisar depoimentos, laudos e demais provas reunidas ao longo da investigação.
Familiares e amigos da vítima acompanham o julgamento com expectativa. Eles esperam que o processo esclareça os fatos e que a Justiça dê uma resposta a um dos crimes mais marcantes da história recente de Camaçari.





