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A Justiça de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, condenou nesta terça-feira, 16 de dezembro, Denis Moreira, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Anderson Silva Santiago, conhecido como Andrinho. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri e colocou um ponto final em um dos casos criminais mais comentados dos últimos anos no município.

Os jurados fixaram a pena em 18 anos de prisão. Durante a sessão, o conselho de sentença analisou depoimentos de testemunhas, laudos periciais e um conjunto de provas reunidas ao longo da investigação policial.

Denis Moreira chegou a ser preso em Camaçari logo após o crime. Em seguida, obteve liberdade provisória enquanto respondia ao processo. Após a soltura, deixou a cidade e fugiu para São Paulo. As forças de segurança localizaram o réu meses depois, o que resultou em uma nova prisão. Os autos do processo informam que ele já cumpriu cerca de dois anos de pena, período que a Justiça vai descontar do cálculo final da condenação.

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O Ministério Público da Bahia sustenta que o crime teve participação de pelo menos três pessoas. Além de Denis, apontado como mandante, a denúncia cita o autor dos disparos e o motorista do veículo usado na ação. Ambos seguem foragidos e ainda não foram levados a julgamento.

Familiares e amigos de Anderson Santiago acompanharam o julgamento no fórum de Camaçari. Após a leitura da sentença, o grupo reagiu com emoção e alívio diante da condenação.

Dinâmica do crime

O homicídio ocorreu em 25 de julho de 2022. A Polícia Civil abriu uma investigação ampla por causa da gravidade do caso e da repercussão na cidade.

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Segundo as apurações, três homens estavam no carro utilizado no dia do crime:

  • Denis Moreira, apontado como mandante
  • Manuel, identificado como o atirador e ainda foragido
  • Um terceiro suspeito dirigia o veículo e segue foragido.

A investigação indica que o grupo foi até o escritório da vítima, no bairro Gleba B, e aguardou sua chegada. Anderson Santiago chegou acompanhado da esposa. Logo depois, os disparos começaram. A polícia afirma que não houve conversa ou discussão.

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A defesa alegou que Denis foi ao local para cobrar uma suposta dívida e que não sabia que Manuel estava armado. O Ministério Público rebateu a versão e sustentou que a forma da ação indica um crime planejado com antecedência.

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