Você sabia que ainda existe uma verdadeira bolada esquecida em nome de trabalhadores que já faleceram? Pois é. Estamos falando do antigo Fundo PIS/PASEP, que funcionou entre os anos 70 e 80 e foi extinto em 2020. O dinheiro que estava lá foi transferido para o FGTS, mas nunca deixou de ser direito das famílias.
De acordo com o Ministério da Fazenda, ainda restam R$ 26 bilhões disponíveis, espalhados por cerca de 10 milhões de beneficiários em todo o país. O valor médio liberado chega a R$ 2.800 por herdeiro, mas há casos que ultrapassam essa quantia.
O prazo para solicitar vai até dezembro de 2025. E tem um detalhe importante: quem não pedir até essa data corre o risco de ver o dinheiro sendo incorporado ao Tesouro Nacional.
O que foi o Fundo PIS/PASEP
Para entender melhor: entre 1971 e 1988, empresas privadas depositavam no PIS e órgãos públicos no PASEP. Funcionava como uma espécie de poupança coletiva.
Com a Constituição de 1988, os depósitos foram substituídos pelo abono salarial que conhecemos hoje. Só que o dinheiro acumulado antes dessa mudança ficou reservado para os trabalhadores ou, em caso de morte, para seus herdeiros.
Nos últimos anos, houve liberações parciais. Em 2017 e 2018, por exemplo, milhões conseguiram sacar seus saldos. Mesmo assim, um grande número de famílias nunca buscou esses valores — e é justamente esse dinheiro que segue à disposição.
Como pedir o saque do fundo PIS/PASEP em 2025?
Para facilitar, o governo lançou em março a plataforma Repis Cidadão, que promete reduzir burocracia.
O acesso é feito pelo Gov.br, em nível prata ou ouro. O processo é simples: o herdeiro informa os dados do trabalhador falecido, anexa documentos e acompanha o andamento. Em até sete dias úteis, o sistema emite uma certidão confirmando o saldo. Depois disso, o pagamento é liberado — geralmente em até 30 dias — direto na conta indicada ou em poupança digital.
Documentos necessários
Separe a papelada, porque ela faz diferença na hora da análise:
- Certidão de óbito do trabalhador;
- Documento oficial com foto do herdeiro;
- Comprovante de parentesco, como certidão de nascimento ou casamento;
- Inventário, escritura pública ou autorização judicial, quando houver mais de um herdeiro.
Se a família já recebe pensão por morte, a certidão emitida pelo INSS pode agilizar o processo.
Qual a diferença entre PIS e PASEP
Embora os dois tenham sido integrados ao FGTS, na prática o saque acontece de formas diferentes:
- PIS: gerido pela Caixa Econômica Federal. O dinheiro pode ser sacado em lotéricas, caixas eletrônicos ou transferido via TED. É onde está a maior parte dos valores.
- PASEP: administrado pelo Banco do Brasil. Para quantias maiores (acima de R$ 3 mil), normalmente é preciso atendimento presencial. Ainda assim, boa parte já consegue resolver pela internet.
Onde tirar dúvidas
Quem quiser saber se tem direito pode usar os canais oficiais:
- Aplicativo FGTS: disponível para Android e iOS, com opção “Ressarcimento PIS/PASEP”;
- Portal Gov.br, onde também é possível enviar documentos;
- Central 135, para atendimento telefônico;
- Agências da Caixa ou do Banco do Brasil, para quem preferir atendimento presencial (idosos têm prioridade).
Por que não deixar para depois
Esse dinheiro pode fazer toda a diferença para famílias que perderam o provedor há décadas. Pode ser o recurso que vai pagar um remédio, quitar uma dívida ou até garantir mais tranquilidade no orçamento.
Além disso, os valores corrigidos também ajudam a movimentar a economia local. Muitos beneficiários usam o dinheiro no comércio da própria cidade, o que acaba beneficiando toda a comunidade.
E se não sacar as cotas do PIS/PASEP?
O prazo principal vai até dezembro de 2025. Quem não solicitar até lá ainda terá até 2028 em prazos especiais. Depois disso, os valores deixam de estar disponíveis para saque.
Conclusão
Ainda há bilhões de reais esquecidos no antigo PIS/PASEP, e eles pertencem às famílias dos trabalhadores que contribuíram entre 1971 e 1988. Agora, com a plataforma Repis Cidadão, pedir o saque ficou muito mais fácil, rápido e sem tanta burocracia.
Se você perdeu um parente que trabalhou nesse período, não deixe para a última hora. Faça a consulta, reúna os documentos e solicite o resgate. Pode ser justamente esse dinheiro que vai ajudar sua família em um momento importante.





