O governo resolveu apertar o cerco contra os empréstimos consignados que andam tirando o sono de aposentados e pensionistas do INSS. O anúncio saiu nesta quinta-feira (18). Quem falou foi o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante uma entrevista a jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no programa Bom Dia, Ministro.
Segundo ele, uma força-tarefa já está nas ruas para investigar fraudes e descontos que podem estar sendo feitos de forma irregular nos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). A ideia é clara: proteger os aposentados e garantir que o INSS continue sendo uma instituição de confiança.
Como funciona a força-tarefa do INSS
Essa força-tarefa previdenciária é formada por servidores do Ministério da Previdência Social junto com agentes da Polícia Federal. O grupo foi criado para combater crimes contra a Previdência e atua em todo o país, usando tecnologia e estratégias de inteligência.
Segundo dados do ministério, até 2024 já tinham sido feitas 1.315 operações. O resultado impressiona: foram 3.721 prisões, incluindo 557 servidores e funcionários públicos que também acabaram envolvidos nos golpes.
Operações sem parar
O trabalho é constante. Em algumas semanas, acontecem até quatro operações em estados diferentes, mostrando o quanto o problema é grande e o esforço que está sendo feito para colocar um fim nessas irregularidades.
Orientações para aposentados e pensionistas do INSS
Segundo a entrevista, a recomendação é que os beneficiários fiquem atentos ao extrato de pagamento do INSS. Ao notar qualquer desconto suspeito, a orientação é registrar denúncia nos canais oficiais do instituto ou na ouvidoria. Essas informações ajudam as equipes a identificar e punir os responsáveis pelas fraudes.
A expectativa é que a fiscalização mais rigorosa diminua os casos de descontos indevidos. A mensagem do governo, segundo a EBC, é de tolerância zero com quem tenta enganar aposentados e pensionistas. Já para os segurados, a promessa é de mais segurança e transparência nos pagamentos.
Aposentados do INSS relatam descontos não autorizados
Queiroz também destacou a EBC que, desde que assumiu o ministério em maio deste ano, tem recebido diversas queixas de beneficiários. Muitos relataram encontrar em seus extratos descontos referentes a empréstimos consignados que não contrataram. Em alguns casos, sequer houve depósito de valores, mas mesmo assim as parcelas começaram a ser descontadas.
Diante desse cenário, o ministro acionou a área de inteligência e determinou que a força-tarefa previdenciária conduzisse uma auditoria detalhada. Segundo ele, já existe um relatório preliminar com conclusões iniciais, que permanece sob sigilo.
As informações já estão servindo de base para reuniões periódicas com representantes do setor financeiro, incluindo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos). A meta é pressionar bancos e fintechs para reforçarem os mecanismos de controle.
Bancos e fintechs sob pressão
Durante a entrevista, Queiroz ressaltou que o governo não vai tolerar irregularidades nos consignados e que as instituições financeiras precisam colaborar para reduzir fraudes. Ele também lembrou do escândalo recente envolvendo mensalidades associativas cobradas de forma irregular e reforçou que medidas preventivas são essenciais.
Proteção aos beneficiários
O ministro frisou que a Previdência paga mais de R$ 1 trilhão por ano, o que exige vigilância constante para evitar fraudes. Ele disse ainda que faz questão de divulgar as ações da força-tarefa para que os beneficiários saibam que existe acompanhamento permanente e um cuidado especial com a integridade dos pagamentos.
Resumo final: O governo confirmou em entrevista à EBC que intensificou a fiscalização contra fraudes em empréstimos consignados. Uma força-tarefa com a Polícia Federal já está em operação em todo o país. Aposentados devem conferir os extratos e denunciar descontos suspeitos.





