Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados altera a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, e cria um direito inédito para mães e pais em todo o país. A medida mira um ponto sensível da rotina de milhões de famílias e coloca no centro da discussão a participação dos responsáveis na vida escolar dos filhos.
O texto já circula pelas comissões da Casa e prevê dois dias de folga remunerada por ano, sem desconto no salário. A dúvida agora é quem terá direito ao benefício.
Proposta e origem do projeto
A iniciativa é do deputado Rubens Otoni, do PT de Goiás. O parlamentar defende que a legislação precisa acompanhar a dinâmica atual das famílias brasileiras. Segundo ele, acompanhar a trajetória escolar dos filhos não pode depender da boa vontade do empregador nem virar um privilégio restrito a poucos setores.
Quem teria direito à folga remunerada
O PL 143/23 estabelece regras objetivas. Veja os principais pontos:
- trabalhadores com filhos de até 14 anos,
- direito a dois dias de folga por ano, um por semestre,
- ausência justificada e sem desconto no salário.
O período cobre toda a fase do ensino fundamental, etapa considerada decisiva para o desenvolvimento educacional e emocional das crianças. A folga não funciona como benefício extra de lazer. Ela se conecta diretamente a compromissos escolares.
O que muda em relação à CLT atual
Hoje, a CLT já prevê faltas justificadas em situações específicas, como nascimento de filho ou consultas médicas. A diferença do novo projeto está no foco no cotidiano. Ele reconhece demandas recorrentes, não eventos excepcionais. Esse ajuste, embora pareça pontual, pode ampliar o diálogo entre escola e família.
Tramitação do projeto da folga extra remunerada
- A proposta ainda passará por novas comissões antes de seguir para votação no congresso.
- O debate deve envolver sindicatos, especialistas em educação e representantes do setor produtivo.
- O tema gera interesse porque afeta tanto a organização do trabalho quanto a dinâmica familiar.
Se o Congresso aprovar a medida, pais e mães ganham mais segurança para acompanhar a vida escolar dos filhos.





