O pagamento do abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base 2024 já tem previsão para começar em 2026, e deve seguir o formato de sempre, o crédito será feito conforme o mês de nascimento do trabalhador. A divulgação do calendário oficial deve acontecer no fim deste ano.
Mesmo com o novo cronograma, a forma de cálculo continua a mesma. O valor será proporcional ao tempo trabalhado durante o ano-base. Quem esteve empregado pelos doze meses de 2024 vai receber um salário-mínimo integral, enquanto os demais terão o valor ajustado conforme os meses de serviço.
Regras de renda começam a mudar a partir de 2026
Uma das principais alterações no programa é o ajuste gradual do limite de renda. Hoje, o benefício é concedido a quem recebe até dois salários-mínimos por mês. A partir de 2026, uma nova regra de transição vai começar a reduzir esse limite até atingir 1,5 salário-mínimo nos próximos anos.
Na prática, o teto atual de R$ 2.640 será corrigido apenas pela inflação, sem acompanhar o reajuste do salário-mínimo. Isso significa que o número de beneficiários pode diminuir ao longo do tempo, já que a atualização não acompanhará os aumentos reais de renda.
O impacto deve ser sentido já no pagamento de 2026, quando parte dos trabalhadores que antes recebiam o benefício poderá ficar de fora.
- O limite de renda passará por uma transição gradual até chegar a 1,5 salário-mínimo.
- O teto de 2026 será corrigido apenas pela inflação.
- Trabalhadores com renda ligeiramente acima do novo limite podem perder o direito ao abono.
Requisitos continuam os mesmos
Para ter direito ao PIS ou Pasep, o trabalhador precisa atender a uma série de condições básicas. É necessário:
- Ter cadastro ativo há pelo menos cinco anos no PIS/Pasep ou no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS);
- Ter trabalhado pelo menos 30 dias com carteira assinada em 2024;
- Ter recebido até o limite de renda estabelecido para o benefício;
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial.
Essas informações, enviadas pelas empresas, são fundamentais. Um simples erro de digitação ou atraso na entrega pode impedir o pagamento do abono.
Como consultar e sacar o benefício
Os pagamentos continuarão sendo feitos pela Caixa Econômica Federal (no caso do PIS) e pelo Banco do Brasil (no caso do Pasep). As consultas estarão disponíveis pelos aplicativos oficiais, como Carteira de Trabalho Digital, CAIXA Tem e app BB PASEP.
Quem tem conta nesses bancos costuma receber o crédito automaticamente. Já os demais podem sacar o valor nos caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes bancários, usando o Cartão Social.
O prazo para retirada do dinheiro costuma durar até o fim do ano seguinte ao início dos pagamentos. Assim, os valores liberados em 2026 poderão ser sacados até dezembro de 2027.
Valor do benefício e cálculo proporcional
O abono é calculado com base no salário-mínimo de 2026, ainda a ser definido pelo governo. O pagamento é sempre proporcional ao número de meses trabalhados: quem trabalhou seis meses, por exemplo, receberá metade do valor total.
Esse cálculo mantém a lógica de premiar o tempo de contribuição ao longo do ano, permitindo que mesmo quem teve vínculos curtos receba uma parte do benefício.
Expectativas e possíveis impactos
Com a nova regra de transição, o PIS/Pasep deve se tornar mais focalizado, concentrando-se nos trabalhadores de menor renda. Por outro lado, especialistas alertam que milhares de pessoas podem ficar de fora já no próximo pagamento, caso o reajuste pela inflação não acompanhe os aumentos salariais.
Ainda assim, o programa segue sendo um dos principais mecanismos de redistribuição de renda no país, movimentando bilhões de reais todos os anos e beneficiando diretamente milhões de famílias.
O governo deve confirmar o calendário oficial de 2026 e os valores exatos até dezembro, quando serão divulgados os cronogramas de saque do abono salarial PIS/Pasep.





