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O abono salarial do PIS/PASEP é aquele dinheiro extra que muita gente espera o ano inteiro. Ele chega como um reforço no orçamento, principalmente em tempos de aperto. Mas, mesmo sendo um direito garantido por lei, ainda tem muita gente que deixa o benefício escapar por falta de atenção aos prazos ou às regras. E é aí que mora o perigo: perder um valor que pode fazer diferença no fim do mês.

Afinal, o que é o PIS/PASEP?

O PIS  e o PASEP  são programas criados pelo governo federal para dar um apoio financeiro a trabalhadores do setor privado e público. É como se fosse uma espécie de décimo quarto salário para quem está dentro das regras.

O valor depende do tempo de trabalho no ano-base. Quem trabalhou os 12 meses recebe o valor cheio, igual a um salário mínimo. Já quem trabalhou só parte do ano recebe o proporcional — ou seja, quanto mais tempo registrado, maior o valor.

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Quem tem direito ao abono

Para receber o PIS/PASEP, não basta ter carteira assinada. Existem algumas exigências que o governo impõe:

  • Ter inscrição no PIS ou PASEP há pelo menos cinco anos;
  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias no ano-base;
  • Receber, em média, até dois salários mínimos por mês;
  • E ter as informações enviadas corretamente pelo empregador no RAIS ou eSocial.

Se você cumpre tudo isso, ótimo: tem direito ao benefício. Mas se houver erro nos dados, o dinheiro pode ficar retido até que a empresa corrija as informações.

Como saber se o benefício está liberado

A forma mais prática de descobrir se o seu PIS/PASEP está disponível é pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Ele mostra se o pagamento está liberado, o valor exato e até o prazo final para saque. Basta fazer o login com sua conta gov.br e conferir na aba “Benefícios”.

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Quem preferir também pode consultar no site da Caixa Econômica Federal (para trabalhadores da iniciativa privada) ou do Banco do Brasil (para servidores públicos). E se tiver dúvidas, dá pra ligar para o 158, a central Alô Trabalhador.

Até quando posso sacar o PIS/PASEP

Essa parte é essencial: o prazo de saque varia de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. E atenção — se o valor não for retirado até a data limite, ele volta para os cofres da União.

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  • Nascidos entre janeiro e junho: saque até 30 de junho;
  • Nascidos entre julho e dezembro: saque até 31 de dezembro.

Por isso, vale anotar no calendário e não deixar para a última hora. É comum que muita gente esqueça ou descubra o benefício apenas quando o prazo já terminou.

Como o pagamento é feito

Quem tem PIS recebe pela Caixa Econômica Federal, e quem tem PASEP, pelo Banco do Brasil. O dinheiro pode cair direto na conta, ser movimentado pelo Caixa Tem, transferido via Pix ou sacado nas lotéricas.

O cálculo é simples: cada mês trabalhado vale 1/12 do salário mínimo. Então, se você trabalhou seis meses, recebe metade do valor.

Por que é importante consultar o benefício regularmente

Muitos trabalhadores deixam o dinheiro parado por pura falta de informação. Às vezes, o governo libera lotes extras, com valores de quem teve o cadastro atualizado ou pendências resolvidas. Nesses casos, o valor pode aparecer no sistema sem aviso.

Então, vale o lembrete: de tempos em tempos, entre no app da Carteira de Trabalho Digital e confira. São poucos minutos que podem garantir um dinheiro que é seu por direito.

Fique de olho e garanta o seu abono

O PIS/PASEP é uma ajuda valiosa, principalmente para quem depende de cada real no orçamento. Por isso, fique atento às regras, às datas e às formas de saque. Não custa nada consultar e evitar surpresas desagradáveis.

Se você trabalhou com carteira assinada e se enquadra nas condições, verifique o quanto antes se há valor disponível. Às vezes, o benefício está lá, esperando e basta um clique para colocar esse dinheiro no bolso.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.