Tirar a CNH vai ficar mais barato. E não é pouco. Uma mudança radical proposta pelo governo federal já foi aprovada e vai reduzir os custos em até 80%. O Ministério dos Transportes acabou de fechar uma consulta pública sobre o tema.
Agora, a expectativa é total para que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) oficialize a nova regra já em dezembro. Se tudo correr como o esperado, o novo sistema começa a valer a partir de 2026.
O que muda na prática
A grande revolução é esta: o fim da obrigatoriedade da carga horária mínima nas autoescolas. Hoje, todo mundo precisa pagar por, no mínimo, 20 horas de aulas práticas de carro nos Centros de Formação de Condutores (CFCs). Com a nova resolução, essa exigência simplesmente deixa de existir.
E tem mais. O candidato ganha muito mais liberdade também na parte teórica. Você vai poder escolher o caminho que preferir. Quer fazer o curso presencial no CFC? Tudo bem. Prefere um Ensino a Distância (EAD) credenciado? Também pode. Ou, melhor ainda, quer estudar por conta própria usando o material digital oficial da Senatran? O caminho estará livre.
A figura do instrutor autônomo
Aí você pergunta: mas como isso vai funcionar sem a autoescola? É aqui que entra a nova figura do instrutor autônomo.
Na prática, é simples. Qualquer profissional qualificado, e claro, devidamente credenciado junto ao Detran, poderá dar as aulas práticas de direção. O ministro dos Transportes, Renan Filho, já explicou que a ideia é valorizar o bom instrutor e quebrar a exclusividade do sistema atual.
Vale o aviso: as autoescolas não vão acabar. O que termina é a obrigação de contratar as aulas práticas apenas com elas. Desse modo, o aluno poderá contratar um instrutor particular de confiança e pagar diretamente a ele. Inclusive, talvez seja possível até usar o próprio veículo do candidato nas aulas, desde que, obviamente, ambos sigam todas as normas de segurança.
Passo a passo para a CNH sem autoescola em 2026
Então, se o Contran aprovar a regra em dezembro, como fica o caminho para tirar a nova CNH 2026? O processo vai seguir uma lógica diferente. Veja os detalhes:
- Requisitos básicos: Continuam os mesmos. O candidato precisa ter 18 anos ou mais, saber ler e escrever, e possuir documento de identidade e CPF. A conta gov.br poderá ser usada para confirmar a identidade, especialmente no ensino a distância.
- Abertura do processo: Tudo deve ficar mais fácil. A solicitação poderá ser feita online, direto no portal da Senatran, com acompanhamento digital pelo Renach (Registro Nacional de Carteira de Habilitação).
- Curso teórico: Aqui você escolhe. Pode ser presencial ou remoto em autoescolas, em instituições homologadas ou com material do próprio Ministério dos Transportes. A regra atual de 45 horas/aula deixa de ser obrigatória.
- Coleta biométrica: Após o curso, é preciso ir ao Detran do seu estado para a biometria (foto, digitais e assinatura). Essa etapa é obrigatória.
- Exames de aptidão: O candidato segue para os exames médico e psicológico, assim como já acontece hoje.
- Aulas práticas (opcionais): Passou nos exames de aptidão? É hora de ir para a direção. O ponto principal é que não haverá a exigência mínima de 20 horas. As aulas continuam disponíveis, seja nas autoescolas ou com os novos instrutores independentes. Você faz quantas precisar.
- Exame teórico: A prova teórica continua firme e forte, podendo ser online ou presencial. Para passar, é preciso acertar 70% das questões.
- Prova de direção: O temido exame prático também continua igual, aplicado pelo Detran.
- Permissão e CNH definitiva: Ufa, passou em tudo. O motorista recebe a Permissão para Dirigir (PPD), válida por um ano. Se não cometer infrações graves ou gravíssimas nesse período, a CNH definitiva é emitida automaticamente.
Quanto vai custar a CNH sem autoescola
A pergunta que todo mundo quer saber: qual será o preço? A estimativa é que o custo total para o candidato despenque para uma média entre R$ 600 e R$ 800.
Exames continuam obrigatórios
Agora, um ponto crucial. A mudança toda foca no processo de aprendizagem, não na avaliação. Ou seja, os exames finais, tanto o teórico quanto o prático, continuam 100% obrigatórios. E o nível de exigência será exatamente o mesmo de hoje.
O governo defende que a segurança viária é a prioridade. O objetivo é que o candidato aprenda da forma que achar melhor e mais econômica. Contudo, ele só vai levar a CNH para casa se comprovar total aptidão perante os avaliadores do Detran.
Essa proposta já passou pela consulta pública na plataforma Participa + Brasil. Agora, só falta a palavra final do Contran. Com a promessa de uma economia que pode chegar a 80%, essa já é uma das mudanças mais esperadas pelos brasileiros para finalmente facilitar o acesso à habilitação.





