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Já pensou em encontrar um dinheiro parado em seu nome sem saber? Essa possibilidade ficou mais próxima com o lançamento do REPIS Cidadão, uma ferramenta criada pelo Ministério da Fazenda para facilitar a consulta e o saque de valores do antigo Fundo PIS/Pasep, extinto em 2020. Agora, basta informar o CPF para verificar se há algum volor seu a receber. Quem sabe, há algum dinheiro esquecido por lá.

A novidade vem para somar à consulta que já existia pelo aplicativo do FGTS. A diferença é que, agora, todas as informações ficam reunidas em um único sistema, o que torna a busca mais prática. Para as famílias que têm direito a herança, o próprio sistema já orienta, passo a passo, como realizar o saque.

Segurança em primeiro lugar

A preocupação com a privacidade não foi deixada de lado. Para acessar o REPIS Cidadão é preciso ter uma conta Gov.br com selo prata ou ouro, o que garante mais proteção. Essa exigência está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), evitando que terceiros tentem consultar informações alheias. É um cuidado importante, considerando que se trata de dados pessoais e recursos financeiros.

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Ferramenta intuitiva e fácil de usar

Um dos pontos destacados no desenvolvimento foi a facilidade de uso. O sistema foi pensado para que qualquer pessoa consiga navegar, mesmo quem não tem muita experiência com tecnologia. O layout é simples, direto e cheio de instruções claras. Ao final, o usuário sai com todas as informações de que precisa: se há valores disponíveis e quais são os próximos passos para resgatar o dinheiro.

Como surgiu o REPIS

A ideia do REPIS nasceu em 2023, quando foi necessário transferir a base de dados da Caixa Econômica para o Serpro. A partir daí, ao longo de 2024, a equipe trabalhou no processamento dos pedidos de ressarcimento e na troca de arquivos entre as instituições. Durante esse processo, percebeu-se a necessidade de dar mais transparência e permitir que qualquer cidadão consultasse os valores pela internet. Em dezembro de 2024, o Ministério da Fazenda aprovou a criação do REPIS Cidadão, que agora está no ar.

Diferença entre ressarcimento das cotas do PIS/Pasep e o abono salarial

Muita gente confunde os dois programas, mas é importante separar as coisas. O ressarcimento das cotas do PIS/Pasep não tem nada a ver com o abono salarial pago todos os anos. Enquanto o primeiro está ligado a um fundo já extinto, o segundo segue regras próprias e beneficia trabalhadores ativos.

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No caso do abono, o calendário de 2025 prevê pagamentos a quem trabalhou pelo menos 30 dias em 2023, com média salarial de até dois salários mínimos — valor que correspondia a R$ 2.604 na época. É um direito garantido a cada ano, diferente do ressarcimento, que busca liberar valores esquecidos há décadas. Misturar os dois benefícios pode gerar confusão, por isso a distinção é fundamental.

Quem pode receber as cotas do PIS/Pasep

As cotas fazem parte de um fundo que deixou de existir, mas que reuniu contribuições de trabalhadores da iniciativa privada e de servidores públicos entre 1971 e 1988. Muitos nunca chegaram a retirar esse dinheiro. Agora, com o sistema criado para facilitar o acesso, quem se enquadra nesse perfil pode ter direito ao saque.

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O início dos pagamentos está marcado para 28 de março. A expectativa é que cada beneficiário receba, em média, cerca de R$ 2,8 mil. É claro que esse valor não é fixo: tudo depende do tempo de serviço e dos salários recebidos durante o período de contribuição.

Em alguns casos, o valor pode surpreender e ser mais alto; em outros, acaba sendo menor. Mas o ponto central não muda: esse dinheiro é do trabalhador ou, se ele já faleceu, dos seus herdeiros.

Onde consultar dinheiro esquecido do PIS/Pasep?

O acesso é simples e rápido. Basta entrar no site repiscidadao.fazenda.gov.br, preencher os dados solicitados para autenticação e, em poucos cliques, verificar se existe algum saldo disponível em seu nome.

Com o REPIS Cidadão, trabalhadores e herdeiros ganham uma ferramenta prática e segura para recuperar valores esquecidos. O programa une tecnologia, transparência e proteção de dados, tornando mais acessível o que já era direito de milhões de brasileiros. Afinal, dinheiro parado por décadas agora tem um caminho mais fácil para voltar ao bolso de quem trabalhou para conquistá-lo.

Este artigo é informativo e busca orientar trabalhadores e herdeiros sobre a nova forma de consultar valores do extinto Fundo PIS/Pasep.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.