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A partir de 1º de janeiro de 2026, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai endurecer novamente os critérios para aposentadoria de quem ainda não cumpriu todos os requisitos. As mudanças atingem segurados que dependem das regras de transição da Reforma da Previdência e exigem atenção redobrada, sobretudo de quem tem entre 55 e 65 anos e planeja dar entrada no pedido nos próximos meses.

Quem já havia completado as condições para se aposentar até novembro de 2019 mantém o chamado direito adquirido e não sofre impacto. A situação muda para quem entrou no sistema depois disso ou ainda não alcançou os critérios mínimos.

Regras de transição entram em novo patamar

Em 2026, as regras de transição voltam a avançar. Por isso, refazer as contas agora evita surpresas e perdas financeiras. A principal dúvida gira em torno de duas opções, regra dos pontos ou idade progressiva. A escolha errada pode adiar a aposentadoria ou reduzir o valor do benefício.

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Aposentadoria do INSS por idade em 2026

A aposentadoria por idade segue como alternativa para quem tem menos tempo de contribuição. Os requisitos permanecem estáveis:

  • Homens: 65 anos de idade e 15 anos de contribuição
  • Mulheres: 62 anos de idade e 15 anos de contribuição

No caso das mulheres, a idade mínima parou de subir em 2023 e segue fixada em 62 anos.

Pontos ou idade progressiva, onde está a diferença

A regra dos pontos soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, a exigência aumenta novamente:

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  • Homens: 103 pontos, com pelo menos 35 anos de contribuição
  • Mulheres: 93 pontos, com no mínimo 30 anos de contribuição

Já a idade progressiva atende quem tem longo histórico de contribuições, mas ainda não alcançou a idade mínima. Em 2026, os limites passam a ser:

  • Homens: 64 anos e seis meses
  • Mulheres: 59 anos e seis meses

Essa idade sobe seis meses a cada ano, o que exige planejamento preciso.

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Fim definitivo do tempo de contribuição

A aposentadoria apenas por tempo de contribuição deixou de existir com a Reforma da Previdência, em novembro de 2019. Hoje, só acessa esse modelo quem tinha direito adquirido ou quem opta pelas regras de pedágio de 50% ou 100%.

No pedágio de 50%, por exemplo, quem precisava de um ano de contribuição em 2019 precisa trabalhar esse período mais seis meses extras. O cálculo pode incluir o fator previdenciário, o que costuma reduzir o valor final do benefício.

Documentos e pedido pelo Meu INSS

Antes de simular, vale organizar a documentação. Tenha RG, CPF e o CNIS atualizados. Confira se todos os vínculos de trabalho aparecem corretamente. A Carteira de Trabalho física ainda faz diferença para comprovar empregos antigos.

O pedido ocorre pelo site ou aplicativo Meu INSS. Após login com a conta Gov.br, o segurado pode usar a opção “Simular Aposentadoria”, comparar regras e, ao cumprir os requisitos, seguir para “Pedir Aposentadoria”. Planejamento, aqui, faz toda a diferença.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.