MENU
Ao vivo
PUBLICIDADE

Uma nova regra do Ministério do Trabalho e Emprego promete elevar a renda de milhares de profissionais que dependem da motocicleta para trabalhar. A partir de 3 de abril de 2026, trabalhadores com carteira assinada que usam moto como ferramenta regular de trabalho poderão receber adicional de periculosidade de 30%.

A medida aparece na Portaria nº 2.021/2025. O texto atualiza critérios que definem atividades consideradas de risco para motociclistas no ambiente profissional.

Na prática, o adicional incide sobre o salário-base. Assim, o valor mensal pode subir de forma relevante para quem passa boa parte da jornada nas ruas.

PUBLICIDADE

Quem trabalha de moto terá direito ao adicional

A norma vale para profissionais contratados pelo regime CLT que utilizam motocicletas em vias públicas durante o trabalho. Ou seja, a moto precisa fazer parte da função exercida.

Entre os trabalhadores que podem receber o benefício estão:

  • Motoboys
  • Motofrentistas
  • Mototaxistas com vínculo formal
  • Técnicos de campo
  • Promotores externos
  • Vendedores que utilizam motocicleta no trabalho

Essas atividades envolvem deslocamento constante e exposição diária ao trânsito. Por isso, o governo enquadra a função como potencialmente perigosa.

PUBLICIDADE

Quem fica fora da nova regra

Nem todo trabalhador que usa motocicleta terá direito ao adicional.

A regulamentação exclui quem utiliza a moto apenas para ir e voltar do trabalho. Nesse caso, o veículo não integra a atividade profissional.

Além disso, entregadores de aplicativos sem vínculo empregatício formal também ficam fora da regra. Como atuam de forma autônoma, a legislação atual não garante o adicional.

O que muda com a nova portaria

A nova portaria substitui uma norma publicada em 2014. Na época, a Justiça Federal anulou o texto após decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Agora, o Ministério do Trabalho retoma o tema e reforça a aplicação do artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata das atividades consideradas perigosas.

O governo afirma que a nova versão surgiu após debates com representantes de trabalhadores e empregadores.

Como comprovar o direito ao adicional

Especialistas em direito trabalhista recomendam guardar registros que provem o uso frequente da motocicleta no trabalho.

Alguns documentos ajudam nessa comprovação:

  • Ordens de serviço
  • Registros de entrega
  • Conversas profissionais
  • Relatórios de deslocamento

Essas provas podem fazer diferença em uma eventual disputa trabalhista. Afinal, demonstrar a exposição ao risco se torna essencial para garantir o adicional de periculosidade.

Compartilhar.
Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.