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O Governo Federal já aprovou a proposta que muda o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e autorizou a abertura da consulta pública. A ideia é simples: deixar o processo mais barato, menos burocrático e acessível para quem sonha em dirigir dentro da lei. Hoje, não é segredo, tirar a CNH pesa no bolso. Dependendo do estado, o valor pode passar de R$ 4 mil. Com a proposta em andamento, esse custo pode cair e multo. Confira valores!

Por que o governo quer mudara forma de tirar CNH?

O preço salgado da CNH é um dos maiores motivos para tanta gente dirigir sem habilitação. O número impressiona: são mais de 20 milhões de brasileiros nessa situação. O problema não é apenas individual. Isso também impacta a segurança no trânsito e dificulta a fiscalização.

Ao abrir novas formas de preparo, o governo acredita que mais pessoas vão procurar a habilitação, o que significa menos motoristas irregulares nas ruas. Além disso, quem se habilitar terá mais chances de aprender dentro de um processo formal, com exames que atestam se a pessoa realmente sabe dirigir.

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O que vai mudar para tirar a CNH?

  • Aulas teóricas: não vai ser mais preciso ficar só na sala de aula. O aluno poderá escolher entre fazer o curso no CFC, estudar online (EAD) em empresas credenciadas ou usar o material digital da própria Senatran.
  • Aulas práticas: acaba a exigência das 20 horas no volante. Cada pessoa decide quantas aulas precisa até se sentir preparada para fazer a prova prática.
  • Instrutores: além das autoescolas, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans também poderão dar aulas. Isso aumenta as opções e ajuda a deixar o processo mais barato.
  • Provas: continuam obrigatórias. Tanto a prova teórica quanto a prática seguem valendo, porque são elas que mostram se o candidato realmente sabe dirigir.
  • Categorias C, D e E: quem vai tirar habilitação para caminhão, ônibus ou carreta também vai encontrar um processo mais simples e menos enrolado, podendo ser feito nos CFCs ou em outras entidades autorizadas.

E as autoescolas?

Os Centros de Formação de Condutores (CFCs) não vão acabar com a mudança. Eles vão continuar oferecendo aulas, só que agora sem a obrigação de cumprir um número mínimo de horas práticas. Além disso, também poderão dar seus cursos no formato EAD (ensino a distância), deixando tudo mais simples e acessível para quem quer tirar a habilitação.

Na prática, os CFCs deixam de ser uma exigência e passam a ser uma opção a mais. Quem quiser pode continuar fechando pacotes completos, mas também haverá a chance de escolher aulas personalizadas ou até digitais. Ou seja: as autoescolas não desaparecem, apenas se adaptam, buscando oferecer qualidade, preço mais em conta e liberdade de escolha para o aluno.

Quanto deve custar a nova CNH?

Hoje o valor varia muito, mas em média é alto. Isso acontece porque existe uma obrigação de aulas mínimas — como as 20 horas práticas, que todo aluno precisa cumprir antes da prova.

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No novo modelo, essa exigência cai. O candidato vai poder escolher: contratar uma autoescola completa, pagar aulas avulsas com instrutores credenciados ou combinar as duas coisas. Essa liberdade de escolha deve abrir espaço para concorrência e, claro, para a redução de preços.

Além disso, o conteúdo teórico, que antes precisava ser feito em sala de aula, também poderá ser estudado online ou até por materiais digitais da própria Senatran. Tudo isso ajuda a diminuir custos.

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O Ministério dos Transportes calcula que, somando essas mudanças, a redução pode chegar a 80% no custo total. Ou seja: em vez de gastar R$ 3 mil, o aluno pagaria menos de R$ 700. Então, na prática, o gasto médio ficaria na casa dos R$ 600 a R$ 800 — uma diferença enorme para quem já vinha adiando o sonho da carteira.

Quando começa a valer?

Essa é a pergunta que todo mundo faz. A consulta pública vai ficar aberta por 30 dias na plataforma Participa + Brasil. Depois disso, o projeto segue para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que pode aprovar, ajustar ou até barrar pontos específicos.

Se os prazos forem cumpridos, a expectativa é que a nova regra comece a valer em novembro de 2025. Ou seja, quem iniciar o processo no próximo ano já deve sentir a diferença no bolso.

Quem ganha mais com isso?

O maior impacto é para quem tem menos dinheiro. Muita gente simplesmente não tira a CNH porque não consegue arcar com os custos atuais. Com valores mais baixos, esse público pode ter acesso ao documento.

Outro grupo que deve se beneficiar é o dos motociclistas, especialmente entregadores e trabalhadores de aplicativo. Para quem depende da moto no dia a dia, pagar mais barato pela habilitação pode fazer toda a diferença.

E a segurança no trânsito?

Uma dúvida natural é: sem carga mínima de aulas, o processo não fica mais arriscado? O governo responde que não. A lógica é que o que realmente importa é passar nas provas, não a quantidade de horas de prática.

Ou seja, mesmo que o aluno faça poucas aulas, só vai conseguir a habilitação se mostrar habilidade no exame prático. Essa ideia já é usada em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Japão, onde o modelo flexível funciona bem.

Resumindo: Agora é esperar. A consulta pública está aberta, e o Contran terá a palavra final. Se tudo for aprovado sem atrasos, já em 2025 os motoristas poderão tirar a CNH gastando muito menos, com menos burocracia e mais liberdade de escolha.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.