Foi publicada nesta sexta-feira (3) a portaria que oficializa o Gás do Povo, um novo programa do governo Lula (PT) que promete dar um respiro a quem vem lutando pra manter o fogão aceso.
A proposta é simples, direta e muito esperada: entregar o botijão de gás de 13 quilos de graça pra famílias de baixa renda em todo o Brasil.
O benefício lembra o antigo Auxílio-gás, mas com uma mudança importante — agora, o governo entrega o gás, e não o dinheiro. Ou seja: em vez de receber o valor e comprar o botijão, o cidadão vai retirar o produto diretamente na revenda credenciada, sem pagar nada.
Pra quem anda contando moeda pra cozinhar o feijão, essa novidade chega como uma baita ajuda.
Quem vai receber o Gás do Povo
- O programa é voltado pra famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) — o mesmo usado pelo Bolsa Família. Mas tem um detalhe: é preciso estar com o cadastro atualizado nos últimos 24 meses.
- Só terão direito as famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa (hoje, R$ 759) e prioridade para quem já recebe Bolsa Família, com renda per capita de até R$ 218.
- A lógica é simples: quanto menor a renda, maior a urgência. E o governo quer que o benefício vá direto a quem realmente precisa.
“A gente quer garantir que ninguém precise escolher entre comprar comida ou gás. É sobre dignidade”, disse um técnico do Ministério do Desenvolvimento Social.
Como vai funcionar a retirada do botijão
- Nada de intermediários, aplicativos confusos ou filas intermináveis. O beneficiário vai buscar o botijão na revenda credenciada mais próxima de casa.
- No momento da retirada, não haverá pagamento — o valor é totalmente coberto pelo programa.
- O preço do gás será definido com base em um valor médio estadual, calculado pelos Ministérios de Minas e Energia e Fazenda, usando informações da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
- Mas tem um ponto importante: o frete não entra no benefício. Ou seja, se o beneficiário quiser receber o botijão em casa, vai precisar pagar apenas pelo transporte — um valor pequeno, que depende da distância.
Esse modelo evita fraudes e garante que o gás vá mesmo pra quem está no CadÚnico. Cada retirada ficará registrada no sistema, o que ajuda a manter o controle e a transparência.
Quando o programa começa
Quem ainda não está no CadÚnico precisa correr. É só procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo, levar os documentos e pedir pra fazer o cadastro ou atualizar os dados.
Segundo o governo, os primeiros botijões do Gás do Povo serão entregues em novembro de 2025.
A transição entre o antigo Auxílio-gás em dinheiro e o novo modelo será feita aos poucos, pra que ninguém fique sem o benefício nesse meio tempo.
A meta é chegar a todas as famílias elegíveis até março de 2026. Ou seja: o programa começa pequeno, mas deve crescer rápido.
Quantos botijões cada família vai poder pegar
A quantidade de botijões vai depender do tamanho da família. O governo estabeleceu os seguintes limites:
- Famílias com 2 pessoas: até 3 botijões por ano;
- Famílias com 3 pessoas: até 4 botijões por ano;
- Famílias com 4 ou mais integrantes: até 6 botijões por ano.
Na prática, isso significa que o benefício cobre boa parte do consumo médio das famílias brasileiras. E o melhor: sem precisar passar por burocracias intermináveis ou depender de terceiros.
Por que o Gás do Povo é importante
Nos últimos anos, o preço do gás de cozinha virou sinônimo de sufoco. Em várias cidades, o botijão passa fácil dos R$ 130, e muita gente teve que voltar a usar lenha, álcool ou carvão pra cozinhar — o que é perigoso e desgastante.
O Gás do Povo chega pra mudar esse cenário. Além de garantir o produto de graça, o programa também deve aquecer a economia local, já que o governo vai trabalhar com revendas regionais, fortalecendo o comércio de bairro.





