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A PEC que propõe o fim da escala 6×1 deu um passo decisivo no Congresso. A CCJ do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o texto que redefine a jornada de trabalho no país e estabelece duas folgas semanais, preferência para sábados e domingos. O projeto segue agora para o plenário.

O que muda para os trabalhadores

A proposta traz dois pontos centrais, que mexem diretamente na organização das empresas e na rotina de milhões de trabalhadores.

  • 36 horas semanais: jornada limitada a oito horas diárias e trinta e seis semanais, distribuídas em até cinco dias. A compensação e a redução de jornada continuam permitidas por acordo coletivo.
  • Descanso remunerado de dois dias: folga semanal mínima de dois dias, com preferência para sábado e domingo.

Como funciona a transição para começar o Fim da escala 6×1

Essas alterações não entram em vigor de uma vez. O texto cria uma transição gradual de até cinco anos, para que empresas possam ajustar turnos e modelos de escala sem impacto imediato.

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O período de mudança começa no ano em que o Congresso aprova a PEC, e a transição segue um desenho que reduz a jornada passo a passo. A lógica é acompanhar o mercado sem causar rupturas imediatas.

  • Até 31 de dezembro do ano de aprovação, o país ainda funciona com a carga de 44 horas semanais e descanso preferencial aos domingos. Nada muda de forma brusca, o que dá tempo para ajustes internos.
  • A partir de 1º de janeiro do ano seguinte, o limite passa para 40 horas por semana, distribuídas em até cinco dias, com dois dias de folga, preferencialmente aos sábados e domingos. O impacto já aparece na organização das escalas.
  • No segundo ano após a aprovação, a redução segue um ritmo fixo. A jornada encolhe uma hora por exercício até alcançar as 36 horas, sempre com dois dias de descanso assegurados.

Essa redução escalonada cria um ritmo previsível. Caso a PEC seja aprovada em 2025, por exemplo, o limite semanal cairá para 40 horas em 2026, depois para 39 horas em 2027, até atingir 36 horas em 2030.

Durante toda a transição, a jornada diária continua limitada a oito horas, já que a compensação e a redução permanecem condicionadas a acordo coletivo.

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Tramitação

A proposta nasce no gabinete do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, e segue sob a análise do relator Rogério Carvalho, do PT de Sergipe. Os dois movimentam as articulações políticas enquanto o texto avança no Congresso.

O caminho, porém, ainda não terminou. O projeto precisa passar pelo plenário do Senado, onde os parlamentares costumam impor ajustes ou destacar pontos de discussão. Só depois disso a matéria chega à Câmara dos Deputados, etapa que costuma definir o ritmo real de implantação das mudanças.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.