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Contratar um empréstimo pode ser uma saída importante em diferentes fases da vida. Para muitos aposentados do INSS, pedir um empréstimo vai muito além de resolver emergências do dia a dia. Muitas vezes, é também uma oportunidade de tirar sonhos do papel — seja reformar a casa, apoiar um filho ou neto em um projeto ou até dar os primeiros passos em um pequeno negócio. Mas, diante de tantas possibilidades, uma pergunta continua a aparecer: afinal, qual é o valor máximo que um aposentado pode contratar em 2025?

Essa resposta não é única. O montante disponível varia de acordo com a renda mensal, o tipo de benefício recebido e as regras estabelecidas pela lei e pelas instituições financeiras. Para esclarecer essa questão, reunimos as informações mais atualizadas sobre limites, modalidades e condições.

Quem pode contratar empréstimo sendo aposentado?

Nem todos os aposentados têm acesso imediato ao crédito. Isso acontece porque os bancos avaliam uma série de fatores antes de liberar qualquer contratação. O histórico de crédito, a renda mensal e até o tipo de aposentadoria entram na análise.

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No empréstimo consignado, que é a modalidade mais buscada, o benefício precisa ser consignável, ou seja, permitir descontos automáticos diretamente na folha de pagamento do INSS. Já no empréstimo pessoal, a análise é mais restritiva: algumas instituições exigem renda mínima comprovada e a ausência de restrições no CPF.

Outro detalhe importante é em relação aos aposentados por invalidez ou incapacidade permanente. Em alguns casos, os bancos podem impor regras adicionais, já que o benefício pode ser cessado se houver reabilitação para o trabalho.

Quais são os tipos de empréstimos disponíveis?

  • Empréstimo consignado:É a modalidade mais popular porque oferece juros menores, já que o pagamento é descontado automaticamente do benefício. O prazo pode chegar a até 96 meses, o que facilita o planejamento. Outro ponto positivo é que o consignado pode ser liberado mesmo para quem está com o CPF negativado.
  • Empréstimo pessoal:Esse tipo de empréstimo dá liberdade para usar o dinheiro como você quiser. A única ressalva é que os juros costumam ser mais altos. Fora isso, cada banco tem seus próprios critérios para liberar o crédito, geralmente olhando a renda e o histórico financeiro do cliente.

Quanto um aposentado pode comprometer da renda?

A legislação é clara sobre esse limite. Pela Lei nº 8.213/91, um aposentado pode comprometer até 45% da renda mensal, distribuídos da seguinte forma:

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  • 35% destinados ao empréstimo consignado;
  • 5% para cartão de crédito consignado;
  • 5% para cartão de benefício.

Exemplos práticos de valores em 2025

  • Aposentado que recebe um salário mínimo (R$ 1.518,00 em 2025):Pode comprometer até R$ 531,30 por mês em parcelas de empréstimo. O valor total que poderá ser contratado vai depender da taxa de juros e do prazo escolhido.
  • Aposentado que recebe o teto do INSS (R$ 8.157,41 em 2025):Nesse caso, a parcela máxima permitida é de R$ 2.855,10 mensais. Com prazos mais longos, o montante total pode ultrapassar facilmente os R$ 100 mil.

Isso significa que as parcelas de um empréstimo não podem ultrapassar 35% do valor recebido todos os meses. Essa regra existe para evitar o superendividamento e garantir que o aposentado mantenha parte de sua renda livre para outras despesas.

Existe valor mínimo para contratar?

Sim. Apesar de a lei estabelecer os limites máximos, cada banco ou financeira define o valor mínimo necessário para liberar um contrato. Na maioria das vezes, esse piso fica entre R$ 500 e R$ 1.000. Mas algumas fintechs já permitem contratar quantias menores, a partir de R$ 100, desde que haja margem consignável disponível.

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Crédito como aliado, não como armadilha

Saber o limite máximo de empréstimo é apenas o primeiro passo. O mais importante é avaliar a real necessidade do crédito e garantir que as parcelas caibam no orçamento. O empréstimo pode ser um aliado poderoso, desde que usado de forma consciente e planejada.

Antes de assinar qualquer contrato, vale a pena comparar as taxas com calma e ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET). Se tiver dúvidas, conversar com um especialista de confiança pode evitar muitos problemas lá na frente. No fim das contas, aposentadoria é sinônimo de descanso e segurança — e não de dor de cabeça com dinheiro.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.