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Nesta quarta-feira (08), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a lei que garante conta de luz de graça para famílias de baixa renda. Agora para quem consome até 80 quilowatts-hora por mês, a energia não vai mais pesar no bolso. É menos uma preocupação na cabeça de quem já precisa escolher entre pagar a conta de luz ou comprar o básico do mercado.

Em outras palavras, o que antes era visto como um benefício temporário, agora é um direito garantido por lei. E isso muda tudo. Muda o humor dentro de casa, muda a rotina, muda até a forma como muita gente vai encarar o futuro, com um pouco mais de respiro e esperança.

Quem vai ter direito ao benefício da conta de luz gratuita

O programa é voltado a famílias cadastradas no Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Também entram na lista quem recebe o BPC, indígenas e quilombolas em situação de vulnerabilidade.

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Na prática, o governo calcula que esse benefício deve alcançar mais de 60 milhões de brasileiros. Muita gente que, até então, precisava escolher entre pagar a conta de luz ou colocar comida na mesa.

Vale lembrar que o benefício já estava sendo aplicado desde julho, porque a MP tinha efeito imediato. Mas, com a sanção, o direito agora é definitivo — ninguém mais corre o risco de perder por mudanças políticas ou burocráticas.

Descontos maiores a partir de 2026 na conta de luz

E as boas notícias não param aí. A partir de janeiro de 2026, quem consumir até 120 kWh por mês vai ganhar desconto de até 12% na fatura. Ou seja: mesmo quem sai do limite gratuito ainda terá uma ajuda considerável. Estima-se que 55 milhões de pessoas serão alcançadas por essa segunda etapa.

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Os custos da isenção virão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo abastecido por todos os consumidores para bancar políticas públicas no setor elétrico. É um mecanismo que garante sustentabilidade financeira sem comprometer o equilíbrio do sistema.

O que ainda pode aparecer na fatura da conta de luz

Apesar da energia gratuita, a nova lei deixa espaço para algumas cobranças extras, como a taxa de iluminação pública e o ICMS, imposto estadual que varia conforme a região. Na prática, a conta pode continuar chegando com valores pequenos, mas bem menores do que antes.

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Mesmo assim, especialistas destacam que a economia será expressiva. Em muitos casos, o alívio pode significar a diferença entre fechar o mês no vermelho ou no azul.

Mudanças no texto original

Durante a passagem pelo Congresso, o texto da Medida Provisória sofreu ajustes. Foram retiradas as tarifas por horário e algumas regras sobre o mercado de curto prazo da energia, consideradas complexas demais. A ideia foi simplificar o projeto para que o benefício chegasse logo à população.

Dívidas de hidrelétricas e novas regras no setor

O relator da proposta, deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), incluiu uma medida que concede desconto nas dívidas das hidrelétricas com a União — algo que representa uma renúncia fiscal de cerca de R$ 4 bilhões, segundo cálculos do próprio parlamentar.

Outro ponto importante é o rateio do custo das usinas nucleares, que agora será dividido entre todos os consumidores. Antes, esse peso recaía sobre contratos específicos. A exceção, claro, continua valendo para os consumidores de baixa renda, que permanecem livres da cobrança. A mudança começa a valer em 1º de janeiro de 2026.

Já no campo do agronegócio, as atividades de irrigação e aquicultura deixam de ter um horário fixo de desconto. Antes, o benefício valia das 21h30 às 6h. Agora, caberá às distribuidoras definirem os períodos, com base em diretrizes do governo.

O que ficou para depois?

Alguns pontos que estavam na MP original foram transferidos para outra medida, a MP 1.304/25, que ainda está sendo discutida. Entre os trechos adiados estão:

  • A liberdade para o consumidor escolher o fornecedor de energia;
  • A atuação da CCEE também no mercado de gás;
  • Revisão dos incentivos para energia solar e eólica.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, garantiu que o governo vai continuar o diálogo com o Congresso.

“A ideia é dar liberdade para o consumidor escolher de quem comprar energia, quebrando o monopólio das distribuidoras. Isso significa conta mais barata e mais justiça para o povo”, afirmou o ministro.

Conta de luz gratuita é um passo histórico de inclusão

A criação do Luz do Povo é vista como um avanço social comparável ao Bolsa Família. Não é apenas sobre energia elétrica, mas sobre dignidade e igualdade. Ter luz em casa, sem medo de corte, muda a rotina, melhora o estudo das crianças e devolve esperança a quem mais precisa.

Num país onde o custo de vida pesa cada vez mais, poder acender a lâmpada sem se preocupar com o valor da conta é uma vitória enorme. A energia gratuita não é luxo — é o mínimo que milhões de brasileiros merecem.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.