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Se você recebe o Bolsa Família, é importante redobrar a atenção. A Polícia Federal divulgou que os golpes digitais contra beneficiários aumentaram 30% nos primeiros meses de 2025. Criminosos passaram a usar a digitalização do programa para roubar dados pessoais e desviar parcelas que somam R$ 13 bilhões por mês e chegam a mais de 20,5 milhões de famílias em todo o país.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social lembra que atualizações cadastrais só devem ser feitas em canais oficiais, como o aplicativo Caixa Tem ou os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Ainda assim, os golpes têm se espalhado principalmente no Nordeste e no Sudeste, regiões com maior uso de smartphones, mas onde a conscientização digital continua limitada.

Quais os golpes mais aplicados em beneficiários do Bolsa Família?

A Polícia Federal aponta que sete em cada dez fraudes envolvem o phishing. Nesse tipo de golpe, os criminosos enviam mensagens que imitam a Caixa Econômica Federal. O texto geralmente pede a confirmação de dados “para evitar bloqueio”. Ao clicar, a vítima é levada para sites falsos que roubam CPF, NIS e senhas, permitindo o desvio de parcelas inteiras.

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Outro golpe recorrente é a clonagem de aplicativos. Versões falsas do Caixa Tem circulam em lojas não oficiais e reproduzem o design do app original. Quem instala o programa adulterado tem seus dados capturados e usados para transferências via Pix. Só em fevereiro de 2025, a PF desarticulou uma rede que lesou 5 mil contas no Sudeste.

Também cresceram as fraudes ligadas a famílias unipessoais. Após o decreto de março, que exige visitas domiciliares nos CRAS para novas inclusões, surgiram golpistas oferecendo “agilização remota” do cadastro. Eles cobram taxas entre R$ 50 e R$ 100 e desaparecem logo após o pagamento.

Medidas preventivas para reduzir riscos

Diante da escalada de golpes, o governo lançou o Plano de Ação 2025, que aprimora o Cadastro Único para barrar irregularidades em tempo real. Além disso, especialistas recomendam atitudes simples que fazem diferença:

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  • Ativar alertas no Caixa Tem para acompanhar movimentações;
  • Atualizar dados somente no CRAS presencialmente, medida que já evitou 60% das fraudes, segundo estudo da Caixa;
  • Usar o portal Gov.br para confirmar informações sem compartilhar dados por e-mail;
  • Habilitar a biometria facial em saques acima de R$ 300;
  • Denunciar mensagens suspeitas pelo número 111 da Caixa;
  • Checar extratos todos os meses para identificar movimentações estranhas.

De acordo com relatórios internos, seguir essas práticas reduz em até 50% a chance de cair em golpes.

O que fazer se cair em um golpe do Bolsa Família?

Quem for vítima precisa agir rápido. O primeiro passo é registrar boletim de ocorrência online na Polícia Civil e contestar os saques na Caixa em até 90 dias. Se o golpe for confirmado, o reembolso é garantido após análise biométrica.

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As agências da Caixa oferecem suporte gratuito, incluindo bloqueio imediato da conta e emissão de novo cartão. Já a Defensoria Pública pode entrar com ações judiciais contra instituições financeiras, sem cobrar nada das famílias de baixa renda.

Depois disso, é fundamental escanear o celular com antivírus confiável e trocar senhas em todos os aplicativos governamentais. Essas medidas dificultam que criminosos repitam a invasão. Além disso, cada denúncia ajuda a PF a mapear as redes criminosas e acelerar investigações.

Dicas para saques mais seguros

Os pagamentos do Bolsa Família seguem um calendário fixo. Para proteger os recursos, a Caixa limitou a R$ 300 os saques sem biometria facial. Qualquer movimentação acima de R$ 100 gera notificação no celular pelo aplicativo.

Outro cuidado importante é vincular contas apenas em agências físicas. Plataformas digitais não verificadas aumentam o risco de fraude. Em caso de perda do celular, o beneficiário deve ligar imediatamente para o 111 e pedir o bloqueio do acesso.

Desde maio de 2025, os CRAS também oferecem treinamentos gratuitos de educação digital, ajudando famílias a usar aplicativos de forma segura.

Conclusão

O avanço da tecnologia traz praticidade, mas também abriu espaço para novas formas de fraude. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do país, movimenta bilhões todos os meses, o que atrai grupos criminosos.

Para se proteger, cada beneficiário deve desconfiar de mensagens suspeitas, usar apenas canais oficiais e manter os dados pessoais em sigilo. Com atenção redobrada e medidas simples, é possível reduzir significativamente o risco e garantir que o dinheiro chegue às famílias que realmente precisam dele.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.