O Bolsa Família em 2026 continua sendo um dos assuntos mais buscados pelos brasileiros — e não é por acaso. Embora o valor mínimo do benefício siga em R$ 600, a inclusão de novos adicionais fez com que o ticket médio pago às famílias subisse para a casa dos R$ 700, segundo dados oficiais do programa.
Mas afinal, quem recebe esse valor maior?, o que mudou em 2026 e por que muitas famílias estão ganhando acima do mínimo garantido? É isso que você confere agora, ponto a ponto.
O Bolsa Família, principal programa social do governo federal, começa 2026 com novidades importantes para os beneficiários. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) confirmou que, graças ao novo adicional, o valor médio recebido por família atingiu a marca de R$ 697,77 em janeiro.
Essa elevação é fruto de uma política de composição financeira que vai além do valor base, garantindo proteção extra para lares com crianças, gestantes e adolescentes.
Como é Composto o Valor do Benefício?
Muitos beneficiários têm dúvidas sobre como o cálculo é feito. Para 2026, a regra é clara: nenhuma família recebe menos que R$ 600, mas o valor final depende da composição familiar (quem mora na casa).
1. O Valor Base
O Benefício de Renda de Cidadania garante o mínimo de R$ 600 por família, independentemente do número de membros.
2. Os “Novos” Adicionais
São estes adicionais que fazem o valor médio saltar de R$ 600 para R$ 697,77. Eles são cumulativos:
- Benefício Primeira Infância (BPI): Adicional de R$ 150 para cada criança de 0 a 6 anos completos. Exemplo: Uma família com duas crianças pequenas recebe R$ 300 extras, totalizando no mínimo R$ 900.
- Benefício Variável Familiar (BVF): Adicional de R$ 50 para gestantes e para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos.
- Benefício Variável Nutriz (BVN): Adicional de R$ 50 para membros da família com até 6 meses de idade (foco na amamentação).
Quem tem direito em 2026?
Para receber o Bolsa Família neste ano, as regras de elegibilidade permanecem focadas na população em situação de vulnerabilidade.
- Renda: A renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Cálculo: Some o salário de todos que moram na casa e divida pelo número de pessoas. Se o resultado for menor ou igual a R$ 218, a família é elegível.
- Cadastro Único (CadÚnico): É obrigatório estar inscrito e com os dados atualizados há menos de 2 anos.
- Condicionalidades: Frequência escolar mínima para crianças e adolescentes; Acompanhamento pré-natal para gestantes e Carteira de vacinação atualizada.
Regra de Proteção
Em janeiro, cerca de 2,44 milhões de famílias estão incluídas na chamada Regra de Proteção, um mecanismo criado para dar mais segurança a quem consegue melhorar a renda sem perder o apoio do Bolsa Família de forma imediata. A regra permite que famílias que conquistam um emprego continuem recebendo 50% do valor do benefício, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
Esse apoio funciona como um período de adaptação, ajudando nas despesas enquanto a nova renda ainda está se estabilizando.
Importante: No ano passado, o governo reduziu o tempo máximo de permanência na Regra de Proteção de dois anos para um ano. No entanto, essa alteração vale apenas para as famílias que entraram nessa fase a partir de junho de 2025. Quem passou a fazer parte da regra até maio de 2025 segue com o direito de receber metade do benefício por até dois anos.












