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Mesmo batendo ponto há anos e com a carteira de trabalho assinada, muitos de nós, trabalhadores brasileiros, deixamos passar direitos importantes garantidos pela CLT — a nossa famosa Consolidação das Leis do Trabalho.

A gente já sabe de cor e salteado sobre as férias e o 13º salário, mas existem outras garantias, menos famosas, que podem ser exigidas agora mesmo e fazem uma bela diferença no nosso dia a dia. E o melhor: são seus por direito!

Bora conhecer seis desses direitos que muita gente nem sabe que tem, mas que são essenciais para garantir sua saúde, segurança e, claro, sua valorização no trabalho?

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1. Intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas

O que é? Você tem direito a, no mínimo, 11 horas consecutivas de descanso entre o fim de um expediente e o início do outro. Isso é vital para seu corpo e mente se recuperarem.

Quem tem direito? Todos os trabalhadores CLT.

Como exigir? Se a empresa descumprir essa regra, as horas a menos devem ser pagas como horas extras com, pelo menos, 50% de acréscimo. Converse com o RH e, se não resolver, busque orientação jurídica.

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2. Grana extra por “quebrar um galho” em outra cidade

O que é isso? É o Adicional de Transferência. Quando você é enviado temporariamente para trabalhar em outra cidade, tem direito a 25% a mais no salário enquanto durar a transferência.

Pra quem vale? Para quem é CLT e foi transferido provisoriamente. Se for mudança definitiva, a regra é outra.

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Como receber? Esse adicional deve aparecer automaticamente no seu holerite. Se não acontecer, fale com seu gestor ou RH. Persistindo, a Justiça do Trabalho pode ser acionada.

3. Licença por luto (a famosa “licença-nojo”)

O que é isso? Em caso de falecimento de familiar próximo (pais, filhos, cônjuge, avós, netos, irmãos ou dependente financeiro), você pode se ausentar do trabalho por até 2 dias sem desconto no salário.

Pra quem vale? Todos os trabalhadores com carteira assinada. Alguns sindicatos podem garantir mais dias, dependendo da convenção.

Como funciona? Comunique a empresa o quanto antes e apresente a certidão de óbito. Esses dias não podem ser descontados.

4. Estabilidade após acidente de trabalho

O que é isso? Se você sofreu acidente ou adquiriu doença ocupacional e ficou afastado por mais de 15 dias com auxílio do INSS, tem estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno.

Pra quem vale? Todos os trabalhadores CLT afastados por esse motivo.

Como garantir? É um direito automático. Se for demitido sem justa causa nesse período, você pode pedir reintegração ou indenização na Justiça.

5. Mesmo salário ao substituir colega em férias

O que é isso? Se você cobriu todas as funções de um colega com cargo e salário maiores enquanto ele esteve de férias, tem direito ao salário dele durante o período.

Pra quem vale? Para quem assumiu 100% das responsabilidades. Se foi apenas um apoio parcial, o direito não se aplica.

Como cobrar? A diferença deve vir no salário do mês. Se não vier, reúna provas (e-mails, mensagens) e fale com o RH. Persistindo, busque a Justiça.

6. Intervalo de almoço incompleto deve ser pago como hora extra

O que é isso? Em jornadas superiores a 6 horas, o intervalo para refeição deve ser de pelo menos 1 hora. Se for reduzido — mesmo que por pressa da empresa — ela deve pagar esse tempo com acréscimo de 50%.

Exemplo: Se você tirou apenas 30 minutos, os outros 30 devem vir como hora extra. Ao longo de meses ou anos, isso faz diferença no bolso.

Por que conhecer esses direitos faz tanta diferença?

Trabalhar duro é nossa realidade, mas deixar benefícios na mesa por falta de informação não precisa mais ser. Conhecer seus direitos te empodera para negociar melhor, cobrar com segurança e, acima de tudo, evitar injustiças silenciosas.

Se desconfiar de algo, procure o sindicato da sua categoria ou um advogado trabalhista. Informação é o seu escudo. E como diz o ditado: direito que a gente não conhece, é benefício que a gente perde.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.