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No mundo corporativo, existe um jogo silencioso acontecendo o tempo todo. De um lado, você busca reconhecimento e uma compensação justa. Do outro, a empresa tenta obter o máximo de resultado com o mínimo de custo. Nesse jogo, a informação é a peça mais valiosa. Muitos gestores preferem manter algumas cartas na manga porque, se você soubesse o que eles sabem, seu poder de negociação aumentaria — e muito.

Vamos falar sobre dois desses “segredos” que podem virar o jogo a seu favor.

1. O impacto da sua saída é muito maior do que você imagina

A primeira coisa que a gestão não gosta de admitir é o quanto custa perder um funcionário. Substituir alguém não é apenas encontrar outro profissional para ocupar a vaga. É um efeito dominó que consome tempo, dinheiro e energia da empresa.

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A caça por um substituto: publicar vagas, analisar currículos e realizar entrevistas toma horas preciosas do RH e dos gestores, que poderiam estar dedicados a outras tarefas estratégicas.

O novato na área: mesmo após contratar, há todo o período de adaptação. Ninguém começa rendendo 100% de imediato. São semanas, ou até meses, de treinamento e aprendizagem, o que compromete a produtividade da equipe.

A burocracia: entre demissões, admissões, exames e papelada, o tempo e o dinheiro gastos aumentam. Enquanto a vaga não é preenchida, o trabalho se acumula, projetos atrasam e o prejuízo cresce.

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E há ainda o lado humano: colegas sobrecarregados, clima de incerteza e perda de motivação. Esse é um custo invisível, mas que pesa no ambiente de trabalho.

2. Salários e benefícios quase sempre são negociáveis

Outro segredo é que aquele salário ou pacote de benefícios que parecem fixos quase sempre têm margem de negociação. As empresas raramente oferecem a melhor proposta logo de início. Elas apresentam o que é conveniente para elas.

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Existe, sim, espaço para pedir um salário maior, negociar bônus por desempenho ou conseguir mais flexibilidade — como um dia de home office. A questão é que isso não é divulgado abertamente, justamente para evitar que todos exijam as mesmas condições.

A maioria dos funcionários sequer cogita pedir mais porque a empresa não faz questão de lembrar que esse espaço de negociação existe. Assim, ela mantém o controle e a posição de vantagem.

Por que a transparência é evitada

No fim, a história é simples: esconder informações é uma estratégia. Sem saber o impacto da sua saída ou sem imaginar que dá pra pedir mais, muita gente trava e deixa de se posicionar. É assim que as empresas mantêm as rédeas.

Mas quando você percebe o seu peso dentro da equipe, tudo muda. Saber que não é tão fácil achar alguém no seu lugar e que sempre existe espaço para discutir salário e benefícios coloca você em outro nível de confiança. Negociar, afinal, não é arrogância — é inteligência.

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Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.