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O Banco Central do Brasil anunciou nesta quinta-feira (28/08) um pacote com cinco mudanças importantes no Pix, sistema que virou o queridinho dos brasileiros na hora de pagar, transferir ou receber. A promessa é simples: mais segurança para o usuário e menos espaço para os golpistas.

As mudanças não vão chegar todas de uma vez. Elas começam a ser colocadas em prática em outubro de 2025 e vão sendo implementadas aos poucos, até o comecinho de 2026. E tem notícia boa: algumas melhorias chegam já nos próximos meses. A seguir, te explicamos cada ponto com clareza e sem burocracia.

1. Pedido de devolução direto no app do banco

A partir de 1º de outubro, quem for vítima de fraude poderá solicitar a devolução do dinheiro direto pelo aplicativo do banco. Esqueça aquela história de ligar, esperar atendimento ou abrir reclamação manual. Tudo será feito de forma digital e automática.

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O sistema permitirá que o banco bloqueie imediatamente os valores na conta do suspeito, antes que sejam transferidos para outras contas. Isso aumenta — e muito — a chance de recuperação do dinheiro.

2. Devolução mesmo após o dinheiro circular

Hoje, a devolução só é possível a partir da conta que recebeu o Pix fraudulento. Mas a partir de novembro, o caminho do dinheiro será rastreado. Se ele tiver passado por outras contas, também poderá ser recuperado.

Essa é uma medida estratégica, já que muitos golpistas transferem os valores rapidamente para dificultar a recuperação. O novo modelo aumenta a rastreabilidade e desestimula práticas criminosas.

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3. Novo prazo: 11 dias para resposta

Chega de ficar no escuro. A partir de novembro de 2025, os bancos terão um prazo máximo de 11 dias para dar uma resposta após a contestação. E a partir de fevereiro de 2026, essa regra será obrigatória para todas as instituições.

Além disso, será possível recuperar valores em partes, mesmo que o golpe tenha sido fracionado e o dinheiro espalhado em várias contas.

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4. Reforço na governança do Pix

O Banco Central também vai mexer na estrutura interna de gestão do Pix. Serão criados grupos de trabalho permanentes para temas estratégicos, como segurança, padronização e mensagens do sistema.

Destaque para o novo Grupo Estratégico de Segurança (GE-Seg), que terá papel fundamental na definição de diretrizes para coibir fraudes. Além disso, o Fórum Pix poderá abrir grupos temporários sempre que surgirem novas demandas técnicas.

5. Mais rigidez nas alterações de chave Pix

As chaves Pix também passaram por ajustes. Agora, a troca de dados vinculados ao CPF, CNPJ ou à chave aleatória será mais segura. No caso da chave aleatória, por exemplo, apenas a própria instituição financeira poderá iniciar uma alteração.

Essa medida visa impedir manipulações maliciosas por parte de fraudadores e garantir mais confiança no uso do sistema.

Como será a recuperação de valores

O novo regulamento traz um passo a passo mais claro para casos de fraude:

  • Rastreamento: entender para onde o dinheiro foi enviado.
  • Bloqueio: congelar o valor antes que ele seja sacado ou repassado.
  • Devolução: transferir o dinheiro de volta para a conta da vítima.

Importante: fora do chamado MED (mecanismo especial de devolução), só será possível fazer um pedido de devolução por transação. O sistema não vale para todas as situações.

O que não muda no Pix

As novas regras não se aplicam em todos os casos. Veja as exceções:

  • Erros de envio: mandou para a pessoa errada? Ainda será necessário entrar em contato com quem recebeu e solicitar a devolução.
  • Desacordos comerciais: se comprou algo e não gostou, o assunto continua sendo resolvido com o vendedor, fora do Pix.

O que tudo isso significa na prática?

Para os usuários, significa mais agilidade, menos dor de cabeça e mais chances de reaver o dinheiro em caso de golpe. Tudo feito no aplicativo, sem burocracia. Para os golpistas, a vida vai ficar bem mais complicada. Com rastreamento e bloqueios quase instantâneos, as chances de sucesso nos golpes devem cair drasticamente.

Com essas mudanças, o Pix — que já é sucesso entre os brasileiros — se fortalece ainda mais como um dos sistemas de pagamento mais modernos, rápidos e agora, mais seguro do mundo.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.