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O abono salarial, que há anos complementa a renda de milhões de trabalhadores com carteira assinada, entrará em uma nova fase a partir de 1º de janeiro de 2026. O governo federal decidiu mudar o critério de renda que define quem pode receber o PIS/Pasep, e essa mudança tende a a afetar muitos beneficiários.

A medida aparece no pacote fiscal aprovado no fim de 2024, segundo o Ministério da Fazenda, e integra a estratégia de reorganizar gastos públicos e direcionar o benefício para quem tem remuneração mais baixa.

O que muda no cálculo do PIS/Pasep a partir de 2026

Para facilitar, veja as principais mudanças de forma direta:

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1. Fim do limite baseado em dois salários mínimos

  • Hoje, só recebe o PIS/Pasep quem ganha até dois salários mínimos.
  • A partir de 2026, esse critério deixa de existir.

2. Novo teto será corrigido apenas pelo INPC

  • O valor máximo permitido para receber o abono não vai acompanhar o reajuste do salário mínimo.
  • Ele será reajustado somente pela inflação medida pelo INPC.

3. Isso reduz, aos poucos, o número de beneficiários

  • Como o salário mínimo geralmente cresce mais rápido que o INPC, o teto corrigido pela inflação sobe menos.
  • Resultado: cada vez menos trabalhadores ficarão dentro do limite para receber o benefício.

4. Governo diz que a mudança evita pressão no orçamento

  • Segundo o governo, manter o teto ligado ao salário mínimo ampliaria automaticamente o número de beneficiários a cada reajuste.
  • O novo cálculo evita esse aumento contínuo nas despesas do programa.

Como ficam as regras a partir de 2026

Agora, veja como será o funcionamento prático:

Critério de renda

  • O valor máximo para receber o PIS/Pasep será definido e corrigido todo ano pelo INPC.
  • As outras regras continuam as mesmas, como tempo mínimo de trabalho e cadastro no programa.

Quem deve continuar recebendo

De acordo com as projeções oficiais, até 2035 o benefício deve se concentrar em trabalhadores que ganham até um salário mínimo e meio por mês.

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Redução gradual dos beneficiários

  • A transição começa em 2026 e o encolhimento do grupo de contemplados será contínuo.
  • Como o salário mínimo tende a subir mais rápido que a inflação, o teto calculado pelo INPC ficará proporcionalmente menor com o passar dos anos.

Quando sai o novo Calendário 2026

O calendário de pagamentos do abono salarial deve ser confirmado somente após a reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), agendada para 16 de dezembro. É nesse encontro que o colegiado define as datas oficiais do próximo ciclo. Até lá, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) continua levantando o total de trabalhadores que poderão receber o benefício. Em 2025, por exemplo, esse número chegou a 25,8 milhões de pessoas.

Quem terá direito ao abono salarial 2026

O abono chega a dois públicos:

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  • Trabalhadores da iniciativa privada, pelo PIS,
  • Servidores públicos, pelo Pasep.
  • Para ter acesso ao benefício, o trabalhador precisa:
  • ter cadastro no programa por pelo menos cinco anos,
  • ter trabalhado com carteira assinada por 30 dias ou mais no ano-base,
  • ter seus dados corretamente enviados pela empresa via RAIS ou eSocial,
  • e manter renda dentro do limite válido no período.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.