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A quarta-feira começou agitada na Avenida BYD, em Camaçari. Logo no início da manhã, centenas de trabalhadores da construção civil terceirizada interromperam as atividades e se concentraram diante da fábrica da montadora chinesa BYD, que segue em instalação na região Metropolitana de Salvador. A movimentação aconteceu de forma coordenada, por isso chamou atenção de quem passava pelo local.

Por que a paralisação cresceu

Os organizadores do ato afirmam que a base aprovou greve geral em sintonia com o dia nacional de protestos contra a escala 6×1 no Brasil. O Movimento Luta de Classes, MLC, e a Unidade Popular pelo Socialismo, UP, lideram a mobilização. Eles confirmam que aproximadamente 2 mil trabalhadores de empresas terceirizadas, como Terra Construções, Falcão, Valtec e Engenova, aderiram ao movimento.

O grupo apresentou uma carta com as principais queixas e deixou claro que a insatisfação já vinha crescendo dentro dos canteiros de obra. Afinal, o que eles pedem?

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Reivindicações que ganharam força

Os trabalhadores exigem melhorias básicas no dia a dia da construção civil. A lista inclui:

  • pagamento de 30% de insalubridade
  • reajuste no auxílio alimentação e no transporte
  • instalação de bebedouros, vestiários, banheiros e fumódromos
  • ampliação da frota de ônibus internos, já que muitos relatam caminhadas superiores a 4 km
  • regularização dos salários
  • atualização imediata do piso salarial

Os manifestantes fazem parte das equipes terceirizadas da construção civil que trabalham na ampliação da fábrica da BYD em Camaçari, e não do quadro de funcionários da montadora. O Movimento Luta de Classes, MLC, e a Unidade Popular pelo Socialismo, UP, organizaram toda a mobilização e confirmam que o protesto envolve apenas profissionais ligados às obras de expansão do complexo industrial.

Clima no local e impacto na fábrica

A manifestação segue pacífica, e a Polícia Militar permanece na área para garantir segurança. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram grupos expressivos reunidos na entrada da fábrica, com faixas, apitos e líderes do movimento conduzindo os discursos.

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Mesmo com a grande presença de trabalhadores, a reportagem apurou que o funcionamento da BYD não sofreu interrupções. A montadora, até o momento, não divulgou posicionamento oficial sobre o protesto.

O caso continua em acompanhamento e pode ganhar novos capítulos ao longo dos próximos dias, especialmente se a negociação entre os terceirizados e as empresas contratantes não avançar.

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