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Um aposentado viveu momentos de apreensão após ser vítima de um golpe em um caixa eletrônico de Votorantim, São Paulo. O que parecia uma operação bancária rotineira terminou de forma inesperada, deixando o idoso em choque quando descobriu o que havia acontecido.

O caso, registrado em boletim de ocorrência, acende um alerta para aposentados e pensionistas do INSS sobre um novo tipo de golpe que vem se tornando cada vez mais comum e sofisticado.

Como aconteceu o golpe

Tudo aconteceu em questão de minutos. Enquanto o aposentado de 79 anos realizava sua operação no caixa, um homem se aproximou. Ele não era agressivo, pelo contrário: era educado, falava com calma e parecia genuinamente preocupado. “Senhor, sua conta parece estar bloqueada”, disse ele, com um tom convincente. “Tente inserir o cartão mais uma vez para resolver.”

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Sem ver maldade em um gesto de aparente gentileza, o idoso seguiu a instrução. Inseriu o cartão, digitou a senha e, nesse instante de distração, o criminoso agiu. Com uma agilidade impressionante, ele trocou o cartão verdadeiro do aposentado por um falso, muito parecido. “Pronto, agora resolveu”, disse o golpista, antes de se despedir e sumir.

A vítima só foi perceber que algo estava terrivelmente errado quando chegou em casa. Ao olhar para o cartão em sua carteira, notou que não era o seu. O nome não batia, não tinha sua identificação. O coração apertou. A confirmação do golpe veio no extrato bancário: um saque de parte do salário de R$ 2 mil tinha sido feito logo após o encontro no supermercado.

O cartão foi bloqueado, mas já era tarde demais. O dinheiro, fruto de uma vida de trabalho, havia desaparecido. O caso foi parar na polícia, mas a ferida deixada pela violação da confiança é algo que boletim de ocorrência nenhum consegue registrar.

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O método do “cartão trocado”

O que aconteceu em Votorantim tem nome e tem método. O golpe do “cartão trocado” é uma tática covarde, que mira principalmente em locais de grande movimento, como supermercados e farmácias.

O criminoso age como um ator: ele observa, escolhe a vítima – quase sempre um idoso – e se aproxima oferecendo uma ajuda que nunca foi pedida. Enquanto a pessoa digita a senha, ele memoriza os números. Depois, com uma desculpa qualquer, troca os cartões. A vítima vai embora achando que está tudo bem, enquanto o golpista corre para o caixa mais próximo para limpar a conta.

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Por que os aposentados do INSS?

A resposta é cruelmente simples. Criminosos sabem que muitos aposentados e pensionistas do INSS dependem dos caixas eletrônicos para sacar seu sustento. Sabem também que muitos podem ter mais dificuldade com a tecnologia ou, simplesmente, foram criados em um tempo em que se podia confiar nas pessoas.

As quadrilhas se especializam nisso, monitorando os calendários de pagamento do INSS para agir nos dias em que sabem que as contas estarão cheias.

Como se proteger e proteger quem você ama

Ninguém deveria ter medo de ir ao banco, mas a realidade nos obriga a ser mais atentos. As dicas de segurança são simples, mas podem fazer toda a diferença:

  • Jamais aceite ajuda de estranhos. Nunca. Se estiver com dificuldade, chame um funcionário do banco, devidamente identificado.
  • Seu corpo é um escudo. Ao digitar a senha, use o corpo e as mãos para cobrir o teclado. Não dê chance para olhares curiosos.
  • Confira seu cartão. Antes de guardar, olhe para ele. Veja se o seu nome está ali. É o seu cartão de verdade?
  • Desconfie de conversas. Se alguém se aproximar com histórias de “conta bloqueada” ou pedindo para você repetir a operação, ligue o alerta máximo.

O caso de Votorantim é mais que uma notícia policial. É um lembrete de que os R$ 2 mil roubados não são apenas um número. É o dinheiro do aluguel, dos remédios, do sustento de alguém que merecia respeito, não exploração.

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Evelin Brandao

Evelin de Jesus é redatora do Portal N1N, especialista em notícias e conteúdos digitais. Atualmente, também produz posts para o portal Informe Brasil.