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O Conselho Nacional de Trânsito confirmou, nesta segunda-feira (1º), uma mudança aguardada há meses: a retirada da obrigatoriedade das aulas em autoescolas para quem pretende tirar a Carteira Nacional de Habilitação.

A decisão, que altera de forma direta o processo de formação de novos motoristas, só começará a valer depois da publicação da resolução no Diário Oficial da União. Segundo integrantes do governo, isso deve ocorrer ainda nesta semana.

Decisão manteve dois ponto – O que permanece obrigatório no processo da CNH

Apesar das mudanças anunciadas, dois pilares do processo de habilitação continuam exatamente como antes. O candidato ainda precisa passar pela prova teórica e pela prova prática, etapas que seguem como filtros essenciais para garantir a formação mínima de quem vai dirigir.

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Além disso, o exame toxicológico permanece obrigatório para quem busca habilitação nas categorias C, D e E, que incluem motoristas de caminhão, ônibus e veículos articulados. Esse ponto não sofreu qualquer alteração.

Mesmo mantendo essas exigências, o pacote de mudanças aprovado pelo Contran abre espaço para um modelo de formação mais flexível, com menos passos obrigatórios e, segundo o governo, potencial para reduzir custos e facilitar o acesso à CNH.

Confira a seguir o que muda no novo processo

A resolução traz vários ajustes que transformam a forma como o candidato se prepara. Entre as principais mudanças:

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  • redução da carga horária mínima das aulas práticas e teóricas
  • fim do prazo de validade do processo da primeira CNH
  • possibilidade de usar o próprio carro nas aulas e na prova
  • criação da figura do instrutor autônomo

Esses pontos movimentam um debate antigo. Afinal, o alto custo sempre aparece como barreira para quem quer dirigir. Uma pesquisa encomendada pelo Ministério dos Transportes, por exemplo, mostrou que o valor do processo é o principal motivo para um terço dos brasileiros ainda não ter habilitação. E quase metade dos condutores que dirige sem CNH admite que evita regularizar a situação justamente pelo preço.

Hoje, cerca de 20 milhões de pessoas circulam sem habilitação no país. Para o governo, flexibilizar as regras pode atrair mais candidatos e, ao mesmo tempo, reduzir o número de motoristas sem formação adequada.

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Aulas teóricas mais flexíveis para tirar a CNH

O novo texto elimina a carga horária mínima obrigatória para as aulas teóricas. A entidade responsável pelo curso passa a definir a duração e o formato, seguindo apenas o conteúdo estabelecido pelo Contran.

Essas aulas poderão ocorrer presencialmente ou por plataformas digitais, ao vivo ou gravadas. O candidato terá acesso aos conteúdos em:

  • autoescolas
  • entidades especializadas em ensino a distância
  • escolas públicas de trânsito
  • órgãos do Sistema Nacional de Trânsito

Aulas práticas e o uso do próprio veículo

As aulas práticas talvez sejam o ponto que mais impacta o bolso. A carga mínima cai de 20 horas para duas. Além disso, o candidato poderá usar o próprio carro para treinar, desde que esteja com um instrutor credenciado e que o veículo atenda aos requisitos do Código de Trânsito Brasileiro.

A mesma regra vale para a prova prática: o candidato pode optar por utilizar o próprio automóvel.

Instrutor autônomo: a nova figura no processo de CNH

Outra mudança relevante é a criação do instrutor autônomo, que não precisará estar vinculado a uma autoescola. Instrutores já registrados serão avisados pelo aplicativo da CNH e podem optar pela nova modalidade.

Para novos profissionais, haverá um curso gratuito oferecido pelo Ministério dos Transportes. Após a formação, o instrutor deve solicitar autorização ao Detran.

Requisitos para ser instrutor autônomo:

  • ter 21 anos ou mais
  • possuir CNH há, no mínimo, dois anos na categoria em que vai atuar
  • ensino médio completo
  • não ter cometido infrações gravíssimas nos últimos 12 meses
  • autorização formal do Detran

Segundo o governo, todos os instrutores terão identificação oficial no aplicativo da CNH para evitar atuação irregular.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.