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O sistema financeiro brasileiro amanheceu esta semana com uma atualização importante que promete mexer diretamente na forma como usuários e bancos lidam com situações de risco. O Banco Central decidiu ajustar o funcionamento de um dos mecanismos mais usados pelos brasileiros: O PIX

Trata-se das novas regras do Banco Central para o Mecanismo Especial de Devolução do Pix que entraram oficialmente em vigor no domingo, 23. A atualização chega para reforçar o combate aos golpes financeiros, um problema que cresce ano após ano, e dá aos bancos mais ferramentas para recuperar valores desviados.

A mudança altera um ponto crucial. Até agora, o MED bloqueava o dinheiro apenas na primeira conta que recebia a transferência suspeita. Só que os criminosos agiam rápido. Eles distribuíam os valores entre várias contas laranja para “diluir” o rastro e impedir que o banco recuperasse o montante. Isso tornava a devolução quase impossível na maioria dos casos.

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Agora, o cenário muda. O sistema pode seguir o caminho completo do dinheiro e travar valores em outras contas envolvidas na cadeia de transferências. Essa simples expansão deve criar um obstáculo importante para golpes que dependem de múltiplos repasses.

Embora a regra já esteja valendo, a adesão pelas instituições financeiras ainda é opcional. Porém, o prazo está definido. A partir de 2 de fevereiro de 2026, a tecnologia de rastreamento ampliado se tornará obrigatória para todos os bancos que operam com Pix.

O que muda para quem usa o Pix?

Do ponto de vista do consumidor, quase nada muda na prática, e isso pode surpreender. O processo de denúncia continua igual, e a recuperação deve ficar mais eficiente, justamente porque o sistema passa a agir em mais contas envolvidas no golpe.

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  • O usuário não precisa ativar nenhuma função extra no aplicativo. Tudo acontece nos bastidores das instituições financeiras.
  • Caso alguém seja vítima de golpe, o passo continua o mesmo: abrir o aplicativo e acionar o MED o quanto antes.

As regras do Banco Central exigem que o acesso ao mecanismo esteja destacado na área do Pix e que a contestação aconteça sem precisar esperar atendimento humano. Assim, a denúncia fica mais rápida e aumenta as chances de bloqueio.

O MED, vale reforçar, serve apenas para situações de fraude, golpe ou crime comprovado. Ele não se aplica a brigas comerciais, enganos entre pessoas de boa-fé ou transferências erradas.

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Fraudes em alta e prejuízo bilionário

A atualização chega em um momento sensível. Somente em 2024, golpes envolvendo Pix causaram um prejuízo de R$ 4,9 bilhões, o que representa um aumento de 70% em relação ao ano anterior.

O Pix completou cinco anos de operação em novembro de 2025 e se consolidou como o principal meio de pagamento do Brasil. No ano passado, movimentou R$ 26,4 trilhões, quase duas vezes o PIB nacional. Números como esses ajudam a explicar por que o reforço na segurança virou prioridade.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.