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Abastecer o carro parece uma tarefa banal, mas pode esconder armadilhas que custam caro. Em tempos de fraudes sofisticadas, com bombas adulteradas e cobranças disfarçadas, o simples ato de encher o tanque exige atenção, calma e informação.

Nos últimos anos, o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal revelaram uma ligação direta entre o PCC e esquemas de adulteração de combustível e lavagem de dinheiro. As investigações mostraram que o crime organizado se infiltrou até nos postos, criando sistemas para enganar consumidores. Por isso, cada vez mais motoristas precisam adotar um olhar desconfiado ao parar na bomba.

Fraudes cada vez mais criativas nos postos

As trapaças não são mais aquelas de antigamente. Agora há bombas controladas por aplicativos, sistemas que injetam ar e máquinas de pagamento manipuladas. Tudo é planejado para tirar vantagem de quem se distrai, principalmente na pressa do dia a dia.

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Conferir o selo do Inmetro, acompanhar o abastecimento desde o primeiro litro e exigir a nota fiscal são atitudes simples, mas poderosas. Esses hábitos ajudam a identificar irregularidades antes que o prejuízo aconteça.

1. Postos clones

Uma das práticas mais perigosas é o golpe dos postos falsos, criados para imitar redes conhecidas como Shell, BR e Ipiranga. À primeira vista, o consumidor acredita estar em um local confiável, mas o combustível vendido costuma ser de qualidade duvidosa e pode danificar o motor.

Antes de abastecer, vale a pena conferir o CNPJ e a bandeira do posto, além de checar no site oficial da distribuidora se o endereço é realmente autorizado. Caso identifique algo estranho, a denúncia pode ser feita ao Instituto Combustível Legal (ICL).

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2. Bomba chipada

Outro golpe que vem crescendo é o da bomba chipada. Com o uso de controles remotos e aplicativos, golpistas alteram o visor e reduzem o volume de combustível entregue. O motorista paga por um valor cheio, mas o tanque recebe menos do que deveria.

Para se proteger, peça o abastecimento por litros e não por valor em reais. Assim, fica mais fácil perceber inconsistências. Conhecer a capacidade exata do tanque também ajuda a identificar fraudes. Se o número não bater, tire fotos e procure as autoridades.

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3. Bomba que injeta ar

Alguns postos utilizam um sistema que mistura ar no fluxo de combustível, o que faz o visor indicar litros que nunca existiram. É um golpe quase invisível, que passa despercebido se o motorista não prestar atenção.

Fique de olho: acompanhe o abastecimento do início ao fim, veja se o visor está zerado antes de começar e observe se o valor condiz com o esperado. Pequenas diferenças podem indicar um grande problema.

4. Golpe da maquininha

A pressa é a melhor amiga dos golpistas. Em muitos casos, o valor cobrado na maquininha não bate com o que aparece na bomba. É um erro fácil de cair, especialmente quando o motorista não confere os números antes de pagar.

A solução é simples: verifique o total na bomba, o valor digitado e o preço por litro antes de confirmar o pagamento. Após pagar, guarde o comprovante e fotografe os valores para se resguardar.

5. Troca de óleo desnecessária

Outro truque comum está na insistência pela troca de óleo fora do prazo. Alguns frentistas se aproveitam da falta de conhecimento do motorista e oferecem o serviço mesmo sem necessidade. Além do gasto, há o risco de usarem óleo com especificações erradas, o que prejudica o desempenho do motor.

O ideal é seguir o manual do fabricante, respeitar a quilometragem correta e só realizar o serviço quando realmente for a hora. Dizer não é um direito e, nesse caso, uma economia inteligente.

Dicas para evitar prejuízos e abastecer com segurança

Evitar golpes em postos de combustível não exige sorte, e sim atenção constante. Crie um checklist pessoal: veja o selo do Inmetro, o visor zerado, o preço por litro, o volume abastecido e exija a nota fiscal. Manter um histórico de consumo também ajuda a perceber diferenças incomuns.

Se algo parecer fora do normal, denuncie ao Procon, ao ICL ou à polícia, dependendo da gravidade.

As fraudes podem evoluir, mas o hábito de conferir e questionar ainda é a melhor defesa. Informação, atenção e desconfiança na medida certa formam o combustível ideal para evitar prejuízos e rodar com tranquilidade.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.