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Começou de forma tímida, mas agora já está disponível em todo o Brasil. A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou para substituir, de vez, o velho RG. O documento passou a ser emitido com base no CPF, o que promete simplificar a vida do cidadão e reduzir fraudes em cadastros públicos e privados.

Apesar de a substituição ainda não ser obrigatória, o prazo já foi definido: até 28 de fevereiro de 2032, todos os brasileiros devem ter feito a troca. Parece longe, mas quem se antecipar pode evitar filas e aproveitar as vantagens da nova versão desde já.

Uma mudança que vai além do papel

Por trás do novo modelo, há uma mudança de lógica. O número de identificação agora será único: o CPF. Com isso, cai por terra a antiga possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes RGs emitidos por estados distintos — algo que, por mais estranho que pareça, era permitido e comum.

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A CIN traz ainda um conjunto de melhorias importantes. Entre os destaques:

  • Identificação por QR Code, facilitando a checagem da autenticidade
  • Visual mais moderno, com padrões gráficos que dificultam fraudes
  • Inclusão de informações adicionais, como tipo sanguíneo e nome social
  • Integração direta ao app gov.br, o que permite acessar a versão digital do documento com poucos cliques

Tudo isso vem alinhado a padrões internacionais, o que facilita a apresentação da identidade em viagens dentro do Mercosul. Em muitos casos, será possível circular sem precisar do passaporte.

Emissão já está liberada em todos os estados

A nova carteira começou a ser implantada em 2023, de forma gradual. Hoje, já pode ser emitida em todos os estados e no Distrito Federal. Para isso, basta que o cidadão procure o órgão de identificação local, geralmente vinculado ao Detran ou às secretarias de segurança, e faça o agendamento.

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A primeira via é gratuita. E quem tiver o RG ainda válido não precisa correr para atualizar, mas é bom ficar atento: o novo modelo será exigido progressivamente em diversos serviços, desde contratos de trabalho até cadastros bancários e atendimentos no SUS.

Benefícios do novo CIN

  • CPF como número único de identificação
  • Redução de fraudes e duplicidade de documentos
  • Maior segurança com QR Code e recursos antifalsificação
  • Versão digital disponível no app gov.br
  • Uso facilitado em serviços públicos e privados
  • Padrão internacional para uso no Mercosul
  • Inclusão opcional de nome social, tipo sanguíneo e deficiência
  • Nome social
  • Informação sobre deficiência
  • Tipo sanguíneo

Esses dados não são obrigatórios, mas podem ser úteis em emergências ou contextos específicos.

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Validade do CIN varia de acordo com a idade

A nova carteira de identidade não será igual para todo mundo no que diz respeito ao prazo de validade. A regra muda conforme a faixa etária:

  • Crianças com menos de 12 anos: validade de 5 anos
  • Cidadãos entre 12 e 59 anos: validade de 10 anos
  • Pessoas com 60 anos ou mais: validade por tempo indeterminado

Ou seja, quem tem mais de 60 só precisará atualizar uma vez. Já os mais jovens terão que renovar conforme os prazos estabelecidos. Ainda assim, o processo tende a ser mais simples e acessível, especialmente com a versão digital sempre disponível.

Como emitir o novo CIN

Para solicitar a CIN, o cidadão precisa reunir alguns documentos básicos. O atendimento é feito presencialmente, com agendamento prévio na maioria dos estados. São exigidos:

  • Certidão de nascimento ou casamento
  • CPF regularizado
  • Foto atualizada (em alguns locais, é tirada na hora)
  • Comprovante de residência, dependendo da exigência local

Após a solicitação, o prazo para entrega da versão física varia. Já a digital costuma ficar disponível em poucos minutos no aplicativo.

Ficar atento agora evita dor de cabeça depois

Mesmo com um prazo aparentemente longo, deixar para a última hora pode ser um erro. O volume de solicitações deve aumentar conforme 2032 se aproxima, o que pode gerar filas, atrasos e dificuldades de atendimento.

Além disso, com o avanço da digitalização dos serviços públicos, o novo documento tende a ser cada vez mais exigido. Atualizar os dados com antecedência pode evitar surpresas desagradáveis quando menos se espera.

Para mais informações, os sites dos governos estaduais e do portal gov.br trazem os detalhes sobre agendamento, documentos exigidos e prazos.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.