Pouco se fala, mas dois projetos que estão parados no Congresso podem colocar dinheiro extra no bolso de milhões de aposentados e pensionistas do INSS em 2026.
Um dos textos trata de um abono de R$ 2 mil. O outro resgata o velho conhecido 14º salário, que chegou a ser debatido durante a pandemia, mas ficou pelo caminho. São propostas diferentes, mas que compartilham o mesmo propósito: dar um respiro real para quem depende da aposentadoria.
Abono extra do INSS R$ 2 mil
O abono extra começou como uma ideia da população. Foi apresentado no portal e-Cidadania do Senado em 2020, ganhou mais de 26 mil apoios e, desde então, vem tramitando. Hoje, está sob relatoria do senador Humberto Costa, na Comissão de Direitos Humanos.
O texto propõe o pagamento de R$ 2 mil em parcela única até dezembro, destinado a quem recebe até três salários mínimos. Isso inclui aposentados, pensionistas e também beneficiários do BPC.
A proposta ficou um tempo parada, mas voltou a circular com mais força depois que o senador Paulo Paim, presidente da CDH, decidiu impulsionar o debate novamente.
E o 14º salário do INSS?
Outra iniciativa que voltou à mesa é o projeto que cria o 14º salário para aposentados do INSS. A ideia surgiu em meio à pandemia, quando os preços explodiram e a renda ficou ainda mais apertada. Apesar do apelo popular, a proposta perdeu força com o passar do tempo — até agora.
Com a retomada das discussões, parlamentares buscam uma forma de viabilizar o pagamento. Uma das saídas cogitadas seria limitar o benefício a quem ganha até dois salários mínimos, o que reduziria o impacto no orçamento federal.
Mas dá para bancar isso?
A grande trava continua sendo a mesma: o custo. Os dois projetos exigem bilhões de reais, e o governo tem sinalizado que o espaço fiscal é curto. Especialistas alertam que novas despesas só serão possíveis com corte em outras áreas ou aumento de arrecadação.
Por outro lado, defensores da proposta lembram que esse dinheiro não ficaria parado. Entraria em circulação rapidamente, movimentando o comércio, aquecendo o setor de serviços e estimulando economias locais, principalmente nas cidades menores, onde o benefício do INSS é a principal fonte de renda de muitas famílias.
E o que pode acontecer agora?
Nada será decidido de imediato. Antes de qualquer pagamento, os projetos precisam passar por comissões, ir a votação no plenário e depois seguir para a Câmara dos Deputados. E, claro, só valerão após a sanção do presidente.
Mesmo com o caminho longo, é importante ficar de olho. As propostas ainda estão em consulta pública no site do Senado, onde qualquer pessoa pode votar e acompanhar os próximos passos. E, nesse processo, a participação popular costuma fazer diferença.
O impacto de um possível pagamento
Se o abono de R$ 2 mil for aprovado, o alívio no fim do ano será real. Para muita gente, será a chance de quitar dívidas, fazer exames, comprar remédios que o SUS não oferece ou até ajeitar um canto da casa.
Já o 14º salário viria como um reforço de peso para o início do ano seguinte, quando as contas acumulam, os impostos vencem e o dinheiro parece nunca dar conta de tudo.
Essas propostas ainda não têm data certa para avançar, mas voltaram ao radar. E, só isso, já representa um avanço. Por enquanto, o que se mantém é a expectativa. E a sensação, cada vez mais forte, de que quem contribuiu a vida toda não pode ser esquecido agora.





