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A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que beneficia o início de carreira de muitos jovens motoristas brasileiros. A Comissão de Viação e Transportes aprovou a criação das subcategorias C1 e D1 da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A ideia é permitir que o motorista vá ganhando experiência aos poucos, em veículos menores, antes de conduzir caminhões ou micro-ônibus.

Entenda a proposta

Hoje, quem quer trabalhar no transporte de cargas ou de passageiros precisa ter a CNH nas categorias C ou D, o que exige mais tempo e experiência. Com as novas subcategorias, o processo se torna gradual e mais próximo da realidade de quem está começando.

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As regras são claras:

  • Para tirar a C1, o motorista precisa ter pelo menos um ano de categoria B e não ter cometido mais de uma infração gravíssima no último ano.
  • Para conseguir a D1, é necessário dois anos de habilitação na categoria B ou já possuir a C1.

A mudança permite que jovens entrem no mercado de forma mais rápida, ganhando confiança ao volante e acumulando vivência no trânsito antes de assumir veículos maiores.

Um incentivo à profissão

O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), defendeu que o projeto oferece um caminho realista para formar novos profissionais. Segundo ele, a legislação atual acaba afastando jovens interessados na área por exigir muito tempo de experiência logo no início.

Com a criação das subcategorias, o aprendizado fica mais prático. As aulas e os exames poderão ser feitos diretamente em veículos correspondentes à categoria desejada, o que ajuda na adaptação do condutor. Além disso, quem obtiver a C1 ou D1 poderá dirigir veículos com reboque de até seis toneladas e transportar até oito passageiros, desde que o veículo principal seja compatível.

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Para o setor de transporte, a proposta é vista como uma forma de aliviar a falta de motoristas qualificados e, ao mesmo tempo, dar novas oportunidades a quem está começando.

O que mudou no texto original

O projeto aprovado é uma versão modificada do PL 3666/24, apresentado pelo deputado Toninho Wandscheer (PP-PR). O texto inicial mencionava a criação da figura do “aprendiz de motorista”, mas esse termo foi retirado para evitar conflitos com as leis trabalhistas.

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O novo texto manteve o foco no aprendizado gradual, sem criar vínculos formais. A meta é equilibrar segurança, formação e acesso ao trabalho, um trio que pode beneficiar tanto empresas quanto motoristas.

Tramitação

Agora, o projeto segue para a CCJC, que avaliará sua constitucionalidade. Caso aprovado, vai para votação no Senado.

Enquanto isso, o tema já desperta expectativa entre escolas de formação e empresas do setor. Para muitos jovens, essa pode ser a chance de entrar no mercado de transporte com mais preparo, menos burocracia e novas perspectivas de carreira.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.