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O Ministério dos Transportes começou a detalhar as novas regras para quem quer ser instrutor autônomo de direção. A medida permite que o profissional ofereça aulas práticas de volante sem estar ligado a uma autoescola, o que muda o processo de formação de novos motoristas no país.

As alterações fazem parte de uma proposta em consulta pública até o dia 2 de novembro. O governo quer deixar o processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais simples e barato, especialmente para quem busca as categorias A (motos) e B (carros de passeio).

Curso obrigatório para ser instrutor de CNH

Quem quiser ser instrutor autônomo vai ter que fazer um curso de capacitação. Nesse curso, o futuro profissional aprende sobre regras de trânsito, direção defensiva e como lidar com os alunos na prática. É um tipo de preparação que ajuda a dar segurança tanto para quem ensina quanto para quem está começando a dirigir.

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No final do curso, haverá uma prova de avaliação. Quem passar recebe o certificado de conclusão, documento que será necessário para pedir a autorização junto ao Detran.

Nas aulas, o instrutor acompanha o aluno bem de perto. Observa como ele segura o volante, como reage ao trânsito e em que ponto ainda erra. Quando precisa, corrige com calma, do jeito que quem tem experiência faz. É um trabalho que pede paciência e cuidado, porque o aluno ainda está aprendendo a se sentir à vontade na direção.

Autorização e registro

Depois de fazer o curso, o próximo passo é pedir autorização ao Detran para poder trabalhar. Com o registro aprovado, o nome do instrutor será incluído em uma lista nacional do Ministério dos Transportes, que reunirá os profissionais credenciados.

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Essa lista será pública. Assim, qualquer pessoa poderá conferir se o instrutor está autorizado antes de contratar as aulas.

Regras para o veículo

As aulas poderão ser feitas com o carro ou a moto do instrutor, ou com o veículo do próprio aluno. O importante é que o automóvel siga as regras de segurança previstas no CTB. O veículo precisa estar dentro do limite de idade permitido e ter uma identificação visível, mostrando que é usado para ensino.

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Cada aula deverá ser informada ao Detran, para que o órgão acompanhe o trabalho dos instrutores.

Fiscalização e documentos

Quem já trabalha em autoescolas poderá continuar e, ao mesmo tempo, atuar de forma independente. Durante as aulas, o instrutor deverá ter em mãos a CNH, a credencial emitida pelo Detran, a Licença de Aprendizagem Veicular (LAV) e o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

A Carteira de Identificação Profissional será gratuita e emitida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Só receberá o documento quem tiver concluído o curso e estiver com todas as exigências cumpridas.

Um novo modelo de ensino para tirar CNH

Com a criação do instrutor autônomo, o governo espera reduzir até 80% do custo para tirar a CNH. Hoje, o processo pode custar cerca de R$ 3 mil, valor que pesa no bolso de muita gente.

Mesmo com as mudanças, os exames teórico e prático continuam obrigatórios, garantindo que o candidato mantenha a formação adequada.

A proposta deve abrir novas oportunidades de trabalho e facilitar o acesso à habilitação. A ideia é que o processo se torne mais simples, rápido e com um preço que caiba no orçamento de quem sonha em conquistar a primeira carteira de motorista.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.