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O MEI (Microempreendedor Individual) continua sendo uma das portas de entrada mais populares para quem quer abrir o próprio negócio no Brasil. É simples, rápido e cabe no bolso. Criado para formalizar o trabalho de quem atua por conta própria, o modelo oferece menos burocracia, impostos reduzidos e benefícios do INSS  e isso explica por que milhões de brasileiros apostaram nele nos últimos anos.

Mas, a partir de 2025, algumas regras mudaram. O governo atualizou a lista de atividades permitidas e retirou certas profissões do MEI. A ideia é ajustar o sistema, deixando nele apenas as atividades que realmente se enquadram em um modelo mais simples e de baixo risco.

Por que algumas profissões saíram do MEI

Nem toda profissão combina com o formato do MEI. De acordo com o governo, a exclusão de algumas atividades foi feita para garantir segurança e qualidade nos serviços.

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Há profissões que lidam com produtos inflamáveis, químicos ou perigosos, outras que exigem conhecimento técnico específico ou regulamentação profissional. Essas características pedem fiscalização e regras mais rígidas, algo que o modelo do MEI não comporta.

O objetivo também é organizar melhor o mercado, evitando distorções e facilitando o controle legal de cada setor. Não é punição é uma atualização necessária, que ajuda a colocar cada atividade no enquadramento certo.

Profissões que não podem mais ser MEI em 2025

A nova lista trouxe 13 profissões que precisam mudar de categoria e se formalizar como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP). Veja quais são:

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  • Alinhador(a) de pneus
  • Aplicador(a) agrícola
  • Arquivista de documentos
  • Balanceador(a) de pneus
  • Coletor de resíduos perigosos
  • Comerciante de fogos de artifício
  • Comerciante de gás liquefeito de petróleo (GLP)
  • Comerciante de medicamentos veterinários
  • Confeccionador(a) de fraldas descartáveis
  • Contador(a) ou técnico(a) contábil
  • Dedetizador(a)
  • Fabricante de produtos de limpeza e higiene pessoal
  • Operador(a) de marketing direto

Essas áreas envolvem risco, regulamentações técnicas e responsabilidades maiores, o que foge do propósito inicial do MEI.

E agora, o que fazer?

Se a sua profissão está na lista, calma. Isso não significa o fim do seu negócio, apenas que será preciso migrar para um regime diferente. Há caminhos seguros e legais para continuar empreendendo.

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As duas principais opções são:

1. Microempresa (ME)

A ME é ideal para quem fatura até R$ 360 mil por ano. Continua dentro do Simples Nacional, então o pagamento de impostos ainda é facilitado.

Pontos positivos:

  • Permite contratar funcionários;
  • Garante emissão de notas fiscais eletrônicas;
  • Dá mais credibilidade no mercado;
  • Oferece segurança jurídica.

Pontos de atenção:

  • Exige acompanhamento contábil mais próximo;
  • Tem obrigações fiscais um pouco mais detalhadas.

2. Empresa de Pequeno Porte (EPP)

Para quem já está crescendo, a EPP é o passo seguinte. Serve para negócios com faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais.

Benefícios:

  • Acesso a crédito e financiamentos;
  • Participação em licitações públicas;
  • Possibilidade de expandir parcerias e operações.

Cuidados necessários:

  • Processo de abertura mais detalhado;
  • Responsabilidade contábil e fiscal ampliada.

Como fazer a transição

Migrar do MEI para outro regime é um processo tranquilo quando feito com planejamento. O mais importante é manter tudo regularizado para evitar multas ou bloqueios.

Confira o que precisa ser feito:

  • Atualizar o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas);
  • Revisar e corrigir o CNPJ e os registros legais;
  • Ajustar contratos com clientes e fornecedores;
  • Buscar apoio de um contador para acompanhar a mudança.

Esses passos garantem que o negócio siga ativo e em dia com as obrigações fiscais.

E quem já era MEI antes das novas regras?

Quem já estava registrado como MEI antes da mudança não precisa encerrar o CNPJ imediatamente. Porém, é essencial verificar se a atividade ainda está permitida.

Se não estiver, o ideal é iniciar o processo de migração com a ajuda de um profissional contábil. Assim, você evita problemas e mantém o negócio em conformidade.

Vale lembrar: o governo não aplicará penalidades automáticas, mas é responsabilidade do empreendedor atualizar o cadastro e seguir as novas normas.

Um novo momento para o empreendedorismo

As mudanças no MEI em 2025 mostram que o país está tentando modernizar e equilibrar o sistema. Mesmo que algumas categorias tenham ficado de fora, há espaço para crescer de forma estruturada.

Com orientação contábil e planejamento financeiro, migrar de MEI para outro regime pode até ser uma oportunidade de expansão.

Formalizar o negócio é mais do que seguir a lei  é garantir estabilidade, proteção e credibilidade para quem vive do próprio trabalho. E, com as novas regras, esse passo ficou ainda mais importante.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.