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Já começou a funcionar em várias partes do Brasil um radar diferente de tudo o que os motoristas estavam acostumados a ver. Chamado de doppler, o equipamento consegue registrar infrações a até 100 metros de distância. E não adianta tentar frear de última hora: ele capta o movimento do veículo antes mesmo de se aproximar.

A tecnologia já está em uso em 24 estados e vem chamando atenção pela precisão. O radar calcula a velocidade a partir de ondas eletromagnéticas que são emitidas e refletidas pelos carros. Quando essas ondas voltam com uma frequência diferente, o sistema identifica se houve aceleração ou desaceleração e registra tudo.

Como funcionam os novos radares

O sistema combina sensores e inteligência artificial em um trabalho de precisão.

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  • Sensores Doppler: medem a variação das ondas refletidas pelos veículos e calculam a velocidade exata, mesmo em trechos com tráfego intenso.
  • Câmeras com IA: processam as imagens em tempo real, reconhecem ações proibidas e enviam os registros diretamente ao sistema de trânsito.

Esses equipamentos conseguem flagrar motoristas a até 100 metros de distância, independentemente do clima ou do horário. De dia ou à noite, a nitidez é impressionante. As imagens revelam quem segura o celular, deixa o cinto solto ou avança o sinal vermelho.

O que ele flagra além da velocidade

O novo radar não se limita a medir a pressa dos motoristas. Ele também registra outras infrações:

  • avanço de sinal vermelho;
  • uso de celular ao dirigir;
  • conversões proibidas;
  • tráfego na contramão;
  • parada sobre a faixa de pedestres.

Essas funções tornam o doppler um aliado importante na prevenção de acidentes, especialmente em áreas urbanas.

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Infrações simultâneas

A nova geração de radares vai além da simples medição de velocidade. Um motorista pode ser flagrado cometendo várias infrações ao mesmo tempo.

Imagine a cena: alguém fala ao celular, passa do limite de velocidade e ainda esquece o cinto. O sistema registra tudo, e as três multas são emitidas de uma vez.

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As câmeras analisam cada veículo de forma detalhada. É um tipo de vigilância que busca eficiência, não punição. A intenção é inibir comportamentos perigosos e reduzir o número de acidentes.

Onde o Radar está instalado?

Hoje, há mais de 700 radares espalhados pelo país, cobrindo 1.700 faixas de tráfego.

  • Acre
  • Alagoas
  • Amapá
  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Espírito Santo
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Pará
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Rondônia
  • Roraima
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Sergipe
  • Tocantins

Um dos motivos do avanço é a praticidade. Como não exige a instalação de sensores no asfalto, o doppler evita bloqueios e obras demoradas. Isso significa menos transtorno e um trânsito que continua fluindo mesmo com a fiscalização ativa.

Multas e penalidades

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina punições diferentes para quem usa o celular ao volante:

  • Uso por Bluetooth ou viva-voz: infração média, com quatro pontos na CNH e multa de R$ 130,16.
  • Manuseio do aparelho: infração gravíssima, com sete pontos e multa de R$ 293,47.

Mesmo assim, a prática continua comum. Dados do Renainf indicam cerca de 240 autuações por hora no país por uso indevido do celular.

Há exceções. O motorista pode utilizar o aparelho quando ele está fixado em suporte próprio, desde que não desvie a atenção da via. Se for preciso alterar o trajeto no GPS, o ideal é parar o carro em local seguro.

Controle e confiabilidade

Todos os equipamentos passam por checagem do Inmetro, que garante a precisão das medições. Depois disso, o Contran realiza testes periódicos para confirmar que o sistema continua operando de forma correta.

Com essa combinação de tecnologia e rigor técnico, o doppler promete mudar o cenário da fiscalização no país. O resultado esperado é claro: menos irregularidades, menos riscos e mais segurança nas vias brasileiras.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.