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O Pix já faz parte do dia a dia dos brasileiros. Desde que começou a funcionar, há quase cinco anos, virou o jeito mais usado de pagar e receber dinheiro no país. É rápido, gratuito e funciona o tempo todo, mas, junto com essa praticidade, veio um problema: o aumento dos golpes.

Pra tentar mudar esse cenário, o Banco Central lançou uma novidade que promete reforçar a segurança das transações: o botão de contestação do Pix. A ferramenta já está disponível nos aplicativos dos bancos e serve pra facilitar a vida de quem foi vítima de fraude. Só que, como é algo novo, muita gente ainda tem dúvidas sobre como usar, principalmente comerciantes.

O que é o novo botão do Pix

Esse botão funciona como um atendimento direto dentro do app do banco, sem precisar falar com atendente. Ele faz parte do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado justamente pra ajudar quem caiu em golpe ou teve o dinheiro enviado pra uma conta errada.

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Na prática, é simples: se o usuário perceber que algo está errado, ele pode abrir uma contestação na hora, pelo aplicativo. Assim que o pedido é feito, o banco que recebeu o Pix é avisado e pode bloquear o valor, total ou parcialmente, enquanto analisa o caso.

Como funciona o passo a passo

Quando a pessoa aciona o botão, o sistema envia o alerta pro banco do recebedor. O dinheiro fica bloqueado por segurança, o que evita que o suposto golpista saque ou transfira pra outra conta.

Mas é bom deixar claro: a devolução não é automática. Esse bloqueio é só o primeiro passo. A partir daí, os bancos envolvidos, tanto o de quem enviou quanto o de quem recebeu, têm até sete dias úteis pra analisar a situação.

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Durante esse tempo, as duas partes são notificadas. Quem teve o valor bloqueado pode provar que a transação foi legítima. Vale apresentar nota fiscal, conversas com o cliente, comprovante de entrega, enfim, qualquer registro que comprove que a venda aconteceu de verdade.

Se o banco entender que houve um golpe, o dinheiro é devolvido à vítima em até 11 dias.

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E se o cliente se arrepender da compra?

Essa é uma das maiores dúvidas de quem vende com Pix. Muitos comerciantes ficam com medo de que alguém compre, use o produto e depois tente reaver o dinheiro alegando golpe.

Mas o Banco Central foi claro: o botão de contestação não serve pra arrependimento de compra ou desentendimento comercial. Ou seja, se a pessoa comprou e depois se arrependeu, o Pix não será devolvido. Nesses casos, a discussão precisa ser feita com a loja, e não com o banco.

Além disso, o BC reforça que os bancos têm mecanismos pra identificar uso indevido. Então, comerciantes podem ficar tranquilos: se a venda for real, o dinheiro não vai sumir da conta.

O que fazer se o valor for bloqueado

Se o comerciante ou usuário for avisado que o valor está bloqueado, o ideal é entrar em contato com o banco o quanto antes. É nessa hora que vale juntar todos os comprovantes possíveis, principalmente a nota fiscal, que é a prova mais forte de que a venda foi feita de forma legítima.

O Banco Central reforça que esse botão foi criado pra dar mais agilidade e segurança. Ele se soma a outras medidas de proteção, como o limite noturno de transferências e a opção de bloquear contatos suspeitos dentro do app.

Por que o botão do Pix é importante

Hoje, o Pix movimenta bilhões de reais por mês e já ultrapassou os cartões de crédito e débito em número de transações. Só em 2024, segundo o Banco Central, foram mais de 35 bilhões de operações.

Com tanta movimentação, é natural que golpistas tentem se aproveitar. Por isso, o novo botão chega como uma forma de proteger o usuário e dar mais confiança a quem usa o Pix todos os dias, seja pra pagar uma conta, mandar dinheiro pra um amigo ou receber de um cliente.

Resumo:

O botão de contestação do Pix é um reforço importante pra segurança digital. Ele é fácil de usar, está disponível nos aplicativos dos bancos e ajuda a evitar prejuízos em casos de fraude.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.