A Petrobras começou mais um grande projeto que deve aumentar a produção de energia no país. A empresa anunciou o início da contratação para construir Búzios 12, uma nova plataforma que será instalada no Rio de Janeiro. Com ela, o campo se consolida como o maior produtor da estatal e ganha papel essencial no aumento da oferta de gás natural no Brasil.
Búzios, o coração da produção da Petrobras
Quem acompanha o setor sabe que o campo de Búzios é um dos maiores orgulhos da Petrobras. E com a chegada do FPSO Búzios 12, o campo ganha ainda mais força. A nova plataforma será um verdadeiro centro de exportação de gás natural, capaz de processar a própria produção e também escoar o gás de outras unidades que não foram desenhadas para exportar.
Essa integração não é apenas técnica, mas também estratégica. O gás que antes poderia ser reinjetado ou desperdiçado agora terá destino certo: o Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), por meio do gasoduto Rota 3. Na prática, isso significa mais eficiência, mais energia disponível e um aproveitamento maior dos recursos produzidos no pré-sal.
Produção robusta da Petrobras
A nova unidade vai operar com uma capacidade impressionante. Serão 16 poços no total. Oito vão produzir e outros oito vão injetar água e gás pra manter o ritmo da extração. Juntos, eles podem chegar a 180 mil barris de petróleo por dia e a 12 milhões de metros cúbicos de gás natural. Um número gigante, que mostra a força do Búzios 12 dentro da Petrobras.
Durante o anúncio, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou o simbolismo da data. “Dar a largada no Búzios 12 justamente no aniversário da Petrobras mostra a força da nossa capacidade de inovação e o compromisso de gerações de profissionais com o país”, afirmou. Para ela, o projeto é mais do que uma nova plataforma: é um avanço rumo a uma matriz energética mais segura, competitiva e sustentável.
Parcerias e investimento nacional
O projeto é tocado em parceria com as empresas chinesas CNPC, que tem 3,67%, e CNOOC, com 7,34%. A Petrobras continua com a maior parte, 88,99%, e segue à frente das operações no campo. O contrato usa o modelo BOT, em que a empresa contratada precisa projetar, construir, montar e operar o sistema por um tempo antes de entregar para a Petrobras.
As empresas que quiserem participar têm 180 dias, contados a partir da publicação da Solicitação de Envio de Propostas (SEP), pra mandar suas ofertas. O edital ainda exige que pelo menos 25% de tudo seja feito aqui no Brasil. A ideia é ajudar na criação de empregos e dar um gás na indústria nacional.
Um marco para o futuro do pré-sal
Com o avanço do FPSO Búzios 12, o campo de Búzios está perto de passar Tupi e se tornar o maior produtor da história da Petrobras. A nova plataforma mostra a força do pré-sal e confirma o Brasil entre os grandes produtores de energia do mundo.
Mais do que um novo navio-plataforma, o Búzios 12 mostra a busca por eficiência, inovação e cuidado com o meio ambiente. Esses valores mantêm a Petrobras como exemplo em tecnologia e como uma das principais forças do crescimento do Brasil.





