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Conseguir um empréstimo no Brasil pode ser uma verdadeira maratona — e quem já tentou sabe bem do que estamos falando. É papel pra todo lado, exigência atrás de exigência, e aquela burocracia que parece não ter fim. No fim das contas, muita gente que só quer começar um pequeno negócio acaba desistindo antes mesmo de tentar. Foi justamente pra mudar essa história que o governo lançou o Programa Acredita no Primeiro Passo.

A proposta é simples, mas poderosa: dar uma ajuda concreta pra quem quer empreender e precisa de um empurrão financeiro. Nada de promessas distantes — aqui o crédito é real, pensado pra quem está batalhando todos os dias. Os valores vão de R$ 6 mil a R$ 21 mil e podem ser o pontapé que faltava pra transformar esforço em renda.

O programa é voltado pra pessoas entre 16 e 65 anos que tenham o CadÚnico atualizado. E o foco está em quem mais precisa dessa chance: mulheres, jovens e pessoas com deficiência. É uma forma mais humana de lidar com o crédito, sem tanta burocracia e com juros acessíveis, pra que empreender deixe de ser privilégio e passe a ser uma oportunidade real. Afinal, todo mundo merece ter a chance de dar o primeiro passo.

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Quem pode participar do Acredita no Primeiro Passo

Pra entrar no programa, não tem mistério, mas é preciso atender a alguns critérios básicos. Veja só:

  • Ter o CadÚnico atualizado ou receber o Bolsa Família;
  • Mostrar interesse em começar ou ampliar uma atividade que gere renda;
  • Apresentar um projeto simples explicando como o dinheiro será usado.

Essas informações precisam estar certinhas no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), porque é de lá que o sistema confirma se o cadastro está em dia. Depois disso, o governo e o banco avaliam o pedido com base na capacidade de pagamento e, claro, no objetivo do empréstimo. A regra é clara: o dinheiro precisa ser usado pra algo que traga retorno — nada de gastar com supérfluos ou despesas pessoais.

Quanto dá pra pegar e como funciona o pagamento

Os valores variam conforme o perfil de cada pessoa e o tipo de negócio. Quem está começando agora costuma receber cerca de R$ 6 mil. Já quem já tem uma atividade e quer crescer pode conseguir até R$ 21 mil. E o melhor: não precisa de fiador nem de deixar bens como garantia.

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As taxas de juros são baixas e o pagamento pode ser feito em até 24 meses. As parcelas são calculadas pra caber no bolso, sem comprometer o benefício do Bolsa Família. A proposta é justamente essa: dar condições reais de crescer, sem colocar ninguém em dívida.

Ah, e tem mais: quem se enrolou com dívidas antigas pode contar com o Desenrola Pequenos Negócios, que facilita a renegociação de débitos. Mulheres empreendedoras ainda têm acesso a condições especiais — com juros menores e até acompanhamento técnico pra organizar o negócio.

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Como pedir o empréstimo

O pedido é simples e pode ser feito em agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Basta apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Quem mora longe pode procurar um correspondente bancário autorizado ou até acessar o aplicativo Caixa Tem pra consultar as opções disponíveis.

Depois de entregar os documentos, o banco faz uma análise do perfil e verifica se a pessoa se enquadra nos critérios do programa. Se der tudo certo, o dinheiro é liberado direto na conta. As parcelas começam a ser pagas no mês seguinte, seguindo um cronograma fixo. Em algumas situações, o governo oferece um curso rápido de empreendedorismo antes da liberação, com dicas sobre finanças, controle de gastos e até marketing básico. Uma ajuda que faz diferença pra quem está começando.

Em que o dinheiro do empréstimo pode ser usado

O crédito do Acredita no Primeiro Passo não é pra consumo pessoal — ele é pensado pra gerar renda. Dá pra usar o dinheiro pra comprar ferramentas, equipamentos, insumos agrícolas ou fazer pequenas reformas no local de trabalho. Se o negócio for em casa, também vale investir em adaptações no espaço, como uma cozinha para vender doces, um salão improvisado ou um ateliê de costura.

O importante é que o investimento tenha retorno e ajude o trabalhador a ganhar mais. É o tipo de ajuda que, quando bem usada, vira alavanca pra mudar de vida. Afinal, um pequeno impulso pode se transformar num grande passo pra independência financeira.

Mais do que crédito: uma chance de recomeçar

O Acredita no Primeiro Passo faz parte das ações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social voltadas à inclusão produtiva. Ou seja, não é só sobre dinheiro — é sobre dar oportunidade, dignidade e autonomia a quem quer caminhar com as próprias pernas. É uma forma de dizer: “você pode, e o governo acredita nisso”.

Pelo Brasil, já há histórias de quem usou o programa pra abrir um salão, montar uma pequena oficina, investir na costura ou começar um negócio de comida caseira. Cada história tem um ponto em comum: alguém que só precisava de uma chance pra recomeçar.

O nome do programa não é à toa. Acredita no Primeiro Passo é exatamente isso — o empurrão inicial que tanta gente precisava pra mudar de vida, ganhar independência e provar que, com apoio e coragem, o pequeno pode virar gigante.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.