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Quem dirige no Brasil sabe bem: colocar película escura, o famoso insulfilm, é quase automático. Além de reduzir o sol forte e o calor dentro do carro, ainda dá uma boa dose de privacidade. Só que há um ponto que muita gente esquece: se a película não estiver dentro do que a lei permite, o prejuízo aparece rápido — e vem em forma de multa e retenção do veículo.

Em outubro de 2025, as regras seguem firmes. E, na hora de uma blitz, não adianta discutir: vale exatamente o que está escrito nas resoluções do Contran.

O que mudou nas regras de transparência

A resolução 960/2022, ajustada pela 989/2022, deixou claro como deve ser a instalação de películas:

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  • Nos vidros dianteiros e no para-brisa, o veículo precisa ter no mínimo 70% de transparência. Em outras palavras, só pode escurecer até 30%.
  • Nos vidros traseiros, a antiga exigência de 28% caiu. Agora não há um limite fixo, mas bom senso e segurança continuam valendo muito.

Por isso, na parte da frente do carro só está liberada a película G70, que cumpre a exigência mínima da lei. Já no restante, há mais liberdade — desde que não prejudique a visibilidade do motorista.

E se não cumprir?

Aí muda de figura. O artigo 21 da resolução remete às punições do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro. O que costuma gerar autuação?

  • Usar película mais escura do que o permitido na frente;
  • Aplicar insulfilm espelhado, refletivo ou opaco;
  • Colar adesivos, inscrições, painéis ou símbolos que atrapalhem a visão do condutor.

Nessas situações, trata-se de infração grave, com multa de R$ 195,23 e retenção do veículo até regularizar. E não é raro: basta o agente perceber escurecimento acima do limite nos vidros dianteiros para autuar na hora.

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O detalhe que poucos lembram: selo do Inmetro

Não basta respeitar a transparência. A película precisa trazer marca do fabricante e o selo de conformidade do Inmetro, gravados de forma indelével e visíveis no vidro. Muita gente instala insulfilm barato, sem essa marcação, achando que está tudo certo. Não está. Se não houver a identificação, já há motivo suficiente para multa, mesmo que a transparência esteja dentro do limite.

Películas modernas: proteção sem perder visibilidade

O mercado evoluiu. Além das versões simples — que reduzem até 60% da energia solar — há filmes com nanocarbono e nanocerâmica, feitos com nanotecnologia, que elevam o nível de conforto e segurança. Entre os ganhos:

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  • Bloqueio de até 95% do calor;
  • Rejeição de quase 100% dos raios UV e infravermelhos;
  • Nitidez óptica superior, o que mantém a visibilidade interna mesmo à noite.

Na prática, o carro pode parecer escuro por fora, mas para quem está ao volante a visão é clara, praticamente natural. Como resume o especialista Junior Rucireta, presidente da Multifilmes Franchising: “Uma película comum de 5% (G5) atrapalha bastante à noite. Já as novas tecnologias deixam o carro protegido por fora, mas por dentro é como se não tivesse nada aplicado”.

Por que vale a pena respeitar as regras das películas

Pode soar burocrático, só que não é. Um vidro excessivamente escuro compromete a visão em ultrapassagens, em ruas mal iluminadas e até em manobras simples. É uma questão de segurança coletiva. Além disso, cumprir a regra evita dor de cabeça com multas, retenção e problemas na revenda — película irregular costuma desvalorizar o veículo.

Resumindo

  • Na frente (para-brisa e janelas dianteiras): mínimo de 70% de transparência (película G70).
  • Nos vidros traseiros: não há limite fixo, mas use com responsabilidade para não afetar a segurança.
  • Selo do Inmetro e marca do fabricante são obrigatórios e devem estar visíveis no vidro.
  • Descumpriu? Infração grave, multa de R$ 195,23 e retenção do veículo até regularizar.

Seguir a lei é simples e protege o que realmente importa: sua segurança, a de quem está com você e a de quem divide a via. Se for investir em insulfilm, priorize produtos certificados e tecnologias novas — elas entregam conforto térmico e proteção sem sacrificar a visibilidade.

Checklist rápido antes de aplicar película

  • Confirme a G70 nos vidros dianteiros.
  • Verifique a marcação indelével (fabricante + selo Inmetro).
  • Peça nota fiscal e garantia do instalador.
  • Evite modelos refletivos, espelhados ou opacos.
  • Prefira nanocarbono ou nanocerâmica para mais conforto sem perder visibilidade.

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Jerffeson Leone

Jerffeson Leone possui ampla experiência na área de comunicação. Atuou na Rede Internacional de Televisão (MT) e foi diretor e redator do portal Informe Brasil. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Executivo e Editor-Chefe do portal N1N, onde lidera a equipe editorial.