Muita gente que trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público ainda tem dinheiro esquecido no antigo PIS/Pasep, que hoje está no FGTS. E em 2025, um documento virou peça obrigatória para conseguir sacar esses valores: a certidão do PIS/Pasep.
Ela é emitida pela Caixa Econômica Federal e funciona como uma garantia de que realmente existe saldo disponível. É esse papel que dá mais segurança ao processo, evita fraudes e agiliza o saque.
O que é a certidão do PIS/Pasep
A certidão é basicamente uma declaração oficial mostrando se há dinheiro do PIS/Pasep migrado para o FGTS. Sem ela, em muitos casos, o saque não sai.
Pra que ela serve:
- Mostrar que existem valores antigos do PIS/Pasep.
- Autorizar saque por trabalhadores ou herdeiros.
- Aumentar a segurança contra golpes.
- Deixar o processo de resgate mais transparente.
Quem pode pedir
A certidão não é só para quem trabalhou na iniciativa privada. Também vale para servidores e até para familiares de quem já faleceu. Veja os casos:
- Trabalhadores que tiveram conta no PIS.
- Servidores públicos ligados ao Pasep.
- Herdeiros de trabalhadores que morreram e deixaram saldo.
- Procuradores com autorização legal.
Ou seja, qualquer pessoa que tenha direito a valores antigos precisa do documento para liberar o saque.
Como pedir a certidão
A emissão é feita diretamente pela Caixa, tanto pelo celular e internet quanto em agências físicas.
Pelo app ou site:
- Acesse o aplicativo FGTS ou o site da Caixa.
- Entre com CPF e senha.
- Vá até a área de serviços do PIS/Pasep.
- Solicite a certidão.
- Baixe o documento (ele já vem com validade oficial).
Presencialmente
Quem preferir pode ir a uma agência da Caixa. Nesse caso, é preciso levar documentos pessoais e, se for herdeiro, também certidão de óbito e papéis que comprovem o vínculo.
Documentos necessários
A Caixa pede alguns documentos básicos:
- RG ou CNH;
- CPF;
- Carteira de trabalho (em alguns casos);
- Certidão de óbito e documentos dos herdeiros, quando for o caso.
Como funciona o saque
Depois de emitir a certidão, o trabalhador ou herdeiro pode solicitar o saque do valor direto no FGTS. A Caixa faz a checagem e libera o dinheiro.
Formas de receber:
- Depósito em conta da Caixa ou Caixa Tem.
- Transferência via Pix.
- Saque em agências ou lotéricas.
Na prática, com a certidão o processo fica mais rápido e menos burocrático.
Existe prazo pra pedir?
Não há um prazo final para emitir a certidão. Mas especialistas orientam a não deixar pra última hora, porque casos de herança ou contas muito antigas podem levar mais tempo pra liberar.
Por que esse documento é importante
Muita gente ainda nem sabe que tem valores esquecidos no PIS/Pasep. Para famílias de trabalhadores que já faleceram, essa certidão é o primeiro passo para conseguir sacar recursos que muitas vezes ficaram parados por décadas.
Além disso, serve como proteção contra fraudes, já que infelizmente aumentaram os golpes prometendo liberar o dinheiro em troca de pagamento.
Diferença em relação ao extrato do FGTS
É comum confundir. Mas tem diferença:
- Extrato do FGTS: mostra o saldo atual da conta.
- Certidão do PIS/Pasep: comprova especificamente os valores que migraram do PIS/Pasep.
Ou seja, o extrato é informativo, mas a certidão é o documento oficial usado na liberação do saque.
Como evitar cair em golpes
Com tanta procura, criminosos têm usado sites e mensagens falsas para enganar beneficiários. Por isso, atenção:
- Só emita a certidão em canais oficiais da Caixa.
- Verifique se o documento tem assinatura digital da Caixa.
- Desconfie de promessas de saque imediato mediante pagamento.
A certidão vai destravar seu dinheiro
A certidão do PIS/Pasep em 2025 virou um documento indispensável para trabalhadores e herdeiros que querem recuperar valores esquecidos no FGTS.
Ela garante segurança, transparência e agilidade. Para quem tem direito, o recado é simples: peça sua certidão, mantenha seus dados em dia e não caia em golpes.
No fim das contas, pode ser justamente esse documento que vai destravar um dinheiro que já é seu por direito — e que pode fazer toda a diferença no orçamento da família.





