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A Polícia Federal foi às ruas na última quarta-feira (1º) e deflagrou a Operação Persona, que mirou um grupo acusado de aplicar golpes em aposentados e pensionistas do INSS. O caso não surgiu do nada: a investigação começou há mais de um ano e meio, na delegacia da PF de Juazeiro (BA), depois de uma denúncia feita em Morro do Chapéu, no interior da Bahia.

Com o tempo, os investigadores perceberam que o esquema era bem maior. E o detalhe mais grave: os criminosos tinham como alvo principal idosos na Bahia e no Distrito Federal, justamente quem mais depende do benefício para viver.

Como os golpistas agiam

De acordo com a PF, os suspeitos conseguiam roubar dados pessoais das vítimas pela internet. Depois disso, criavam contas falsas, contratavam empréstimos consignados em nome dos aposentados e desviavam o dinheiro em seguida.

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O truque parecia convincente. Havia contratos aparentemente legítimos, ligações para simular atendimento e até intermediários que davam um ar de confiança. Só que, na prática, quando o aposentado percebia, o estrago já estava feito: o desconto aparecia direto no contracheque do INSS.

O que aconteceu no Distrito Federal

No DF, a operação foi mais dura. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão e prendeu dois investigados preventivamente.

E não parou por aí: durante uma das ações, os agentes encontraram uma arma irregular. Resultado? Prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

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Medidas da Justiça

Para frear de vez o esquema, a Justiça determinou várias medidas:

  • Bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados;
  • Sequestro de bens que seriam fruto do crime;
  • Proibição de atuar em operações financeiras de qualquer tipo.

Além disso, a PF apreendeu celulares, computadores e documentos. Todo esse material agora será periciado para calcular o prejuízo e identificar outros possíveis envolvidos.

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Por que esse golpe é tão cruel

O problema é que esse tipo de crime não atinge qualquer pessoa: ele mira justamente quem vive só com o benefício da aposentadoria. Para muitos idosos, aquele valor é a única renda da casa. Quando aparece um desconto indevido, o impacto é direto na mesa: menos comida, dificuldade para pagar luz, aluguel e até comprar remédio.

Especialistas em direito previdenciário lembram que os golpistas se aproveitam de duas brechas: a exposição de dados pessoais em sistemas digitais e a falta de informação de muitos aposentados sobre empréstimos consignados.

Como se proteger de golpes

Diante desse cenário, a PF e entidades de defesa do consumidor reforçam alguns cuidados que podem fazer diferença:

  • Não forneça dados pessoais por telefone ou mensagem sem ter certeza absoluta de quem está falando.
  • Acompanhe sempre o extrato no aplicativo Meu INSS para identificar movimentações estranhas.
  • Desconfie de ofertas “milagrosas”, com taxas muito abaixo do mercado.
  • Ao precisar de crédito, vá direto a um banco credenciado.
  • Ative notificações no Meu INSS para ser avisado se um contrato for aberto no seu nome.

Próximos passos da investigação

A expectativa agora é que a perícia dos materiais apreendidos mostre o tamanho do rombo causado aos aposentados. Com celulares e computadores em mãos, os investigadores acreditam que será possível mapear a movimentação financeira e encontrar novos integrantes da quadrilha.

Além disso, a operação pode forçar o INSS e os bancos a reforçarem a segurança digital em contratos de empréstimos consignados.

Conclusão

Para quem recebe aposentadoria ou pensão, a dica é simples: acompanhe seu extrato, desconfie de promessas fáceis e nunca passe dados sem segurança.

Golpe sofisticado? Sim. Mas com informação e cuidado, as chances de cair nele diminuem muito.

E se surgir qualquer suspeita, não hesite: procure o INSS ou vá até a polícia. Proteger os aposentados é garantir respeito e dignidade a quem já dedicou a vida inteira ao trabalho.

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.