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O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, vem enfrentando um problema sério em 2025: milhares de pagamentos estão bloqueados. A principal causa é a falta de inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico), registro essencial para o programa.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, junto com o INSS, mais de 500 mil beneficiários já foram notificados até setembro. Quem não regularizar corre o risco de perder o pagamento de um salário mínimo, hoje fixado em R$ 1.518.

Como verificar se há pendência

  • O primeiro passo é simples: abra o aplicativo ou site Meu INSS. Use o CPF e procure pela opção “Consulta de Revisão do BPC”.
  • Ali, o sistema mostra se existe notificação de atualização cadastral. O prazo é curto: 30 dias para o primeiro contato e entre 45 e 90 dias para a regularização completa, dependendo do tamanho do município.

Respeitar esses prazos evita que o bloqueio avance para suspensão definitiva, quando o benefício deixa de ser pago.

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Por que o benefício é bloqueado?

Em 2025, sete em cada dez bloqueios ocorrem por falta de atualização no CadÚnico. O sistema cruza os dados todos os meses para confirmar se a renda da família continua abaixo de um quarto do salário mínimo por pessoa.

Outros fatores também pesam:

  • dados desatualizados há mais de 48 meses;
  • famílias recebendo auxílios de forma irregular;
  • fraudes em cadastros de pessoas falecidas ou que moram fora do país.

Esses casos mais graves já estão sob investigação da Polícia Federal, que calcula prejuízos bilionários.

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As notificações chegam de várias formas: pelo app Meu INSS, por SMS ou até por carta. No Nordeste, região com mais dependentes do BPC, foram mais de 100 mil bloqueios só no primeiro semestre. Para dar conta da demanda, o INSS montou uma força-tarefa em 2024 que segue em 2025 com reforço de servidores em agências.

Passos para reativar o BPC

Se o benefício foi bloqueado, é preciso agir rápido. O caminho inclui três passos básicos:

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  • Ligar para a Central 135 – atendimento gratuito, de segunda a sábado, das 7h às 22h. O protocolo abre o processo de desbloqueio e a confirmação chega por SMS em até 72 horas.
  • Ir até o Cras – leve RG, CPF, comprovante de residência e informações da família. O atendimento é gratuito, presencial e, em muitos municípios, não exige agendamento.
  • Atualizar o CadÚnico – o atendente revisa os dados, regulariza a inscrição e entrega um recibo. Depois disso, o INSS processa o desbloqueio de forma remota.

Em cidades em situação de calamidade, como alguns municípios do Rio Grande do Sul, os prazos ficam suspensos até que a situação volte ao normal.

Desbloqueio também pode ser feito online

O próprio Meu INSS tem a opção “Reativação de BPC após atualização do CadÚnico”. Para acessar, é preciso login Gov.br nos níveis prata ou ouro e validação facial.

Esse recurso já evitou mais de 73 mil suspensões só em 2025, com pessoas atualizando sem precisar sair de casa.

Quem tiver dificuldade pode recorrer ao chat do app ou ao suporte por e-mail. Além disso, a Portaria nº 33/2025 ampliou prazos para reavaliação biopsicossocial, dispensando perícia imediata para 150 mil beneficiários com laudos recentes.

Outro ponto importante: todos os valores retidos durante o bloqueio são pagos de forma retroativa assim que a situação é regularizada. Em casos de acúmulo com outro benefício, o INSS mantém o de maior valor e ajusta o BPC.

Como evitar novos bloqueios no BPC

Para não enfrentar esse problema novamente, algumas medidas são fundamentais:

  • mantenha o app Meu INSS atualizado e ative as notificações;
  • consulte o extrato de pagamento todos os meses;
  • procure o Cras em caso de mudança de endereço, renda ou composição da família;
  • famílias em áreas rurais e lares monoparentais recebem prioridade no atendimento.

O BPC, criado pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), hoje atende cerca de 5 milhões de brasileiros por ano. Com os cruzamentos de dados cada vez mais rápidos, o sistema consegue detectar irregularidades em tempo real, inclusive em conjunto com a Receita Federal.

Conclusão

O bloqueio do BPC em 2025 mostra que a atualização do CadÚnico é indispensável. Mais de meio milhão de pessoas já foram notificadas, mas existem prazos e canais simples para resolver.

A chave é não deixar para depois: atualizar no Cras, usar o Meu INSS e acompanhar cada notificação. Com essas atitudes, o beneficiário garante que o dinheiro continue chegando todo mês e evita dores de cabeça.

No fim das contas, o BPC cumpre sua missão quando chega às famílias que mais precisam: oferecer dignidade, segurança

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Yanara Cardeal

Yanara Cardeal é formada em jornalismo desde 2009, pós-graduada em Comunicação Corporativa e especialista em jornalismo digital. Atualmente no Portal N1N, se destaca pela produção de conteúdo informativo, voltado ao jornalismo digital e à cobertura de temas de interesse público.